MTST denuncia ataque a ato pró-Lula que reuniu cerca de 2 mil pessoas no Rio

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Edifício de onde foram arremessados objetos e um ato do MTST no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/MTST

Duas integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ficaram feridas após serem atingidas por objetos lançados de um prédio durante uma manifestação em apoio à reeleição do presidente Lula (PT), nesta sexta-feira (9), no Largo da Carioca, no Centro do Rio de Janeiro. Segundo os organizadores, o ato reuniu aproximadamente 2 mil pessoas. O relato foi divulgado pelo Brasil 247.

O Dia informou que ao menos dez pessoas, incluindo uma criança e as duas integrantes do MTST, sofreram ferimentos. A concentração começou por volta das 17h e, cerca de duas horas depois, pessoas em um prédio próximo passaram a lançar água, garrafas e pedras contra os participantes. Os organizadores relataram o arremesso de mais de dez objetos.

A Polícia Militar foi acionada e, de acordo com as entidades responsáveis pela manifestação, agentes identificaram o ponto do edifício de onde os objetos teriam partido. As duas mulheres do MTST foram à 5ª DP, na região da Lapa, acompanhadas por advogados, para registrar a ocorrência e solicitar investigação. Também foram pedidas imagens das câmeras de segurança do prédio para auxiliar na identificação dos autores.

A mobilização reuniu movimentos populares e parlamentares, entre eles Benedita da Silva (PT), as deputadas estaduais Renata Souza e Dani Monteiro, ambas do PSOL, e o deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL). Representantes do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e do Trabalhadores Sem Direitos também participaram da atividade em defesa da candidatura de Lula.

O coordenador nacional do MTST, Gabriel Siqueira, associou o episódio ao ambiente de disputa eleitoral e expressou preocupação com um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). “Não podemos naturalizar a violência política nem permitir que o medo impeça o povo de exercer seu direito de manifestação”, afirmou. Os relatos divulgados pelos organizadores não identificam os autores nem demonstram ligação deles com grupos políticos.

O MTST e o Comitê dos Comitês anunciaram que acompanharão a apuração e adotarão medidas jurídicas para cobrar a responsabilização dos envolvidos. As entidades classificaram o episódio como um ataque à liberdade de manifestação e defenderam a garantia de segurança para os participantes de atividades políticas.

O ataque ocorreu na primeira semana de mobilizações para o segundo turno da eleição presidencial, em que Lula enfrenta Flávio Bolsonaro. A votação está marcada para 25 de outubro. A apuração do episódio no Largo da Carioca deverá esclarecer a autoria, as circunstâncias e a motivação do lançamento dos objetos.

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