Endividamento no país cai pela primeira vez em 2026 e inadimplência recua

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Balcão de atendimento do “Feirão limpa nome” do Serasa. Foto: Karime Xavier/Folhapress

O endividamento das famílias brasileiras caiu pela primeira vez em 2026. A parcela de famílias com compromissos financeiros a vencer passou de 82% em agosto para 81,7% em setembro, uma redução de 0,3 ponto percentual, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quinta-feira (8) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A inadimplência também recuou entre as famílias de menor renda. Na faixa de até três salários mínimos, a proporção com contas atrasadas caiu de 38,8% para 38,5%. Entre aquelas que recebem de três a cinco salários mínimos, passou de 28% para 27,8%; na faixa de cinco a dez salários, de 20,3% para 20,2%.

O movimento foi diferente entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos: a inadimplência subiu de 14,9% para 15%, único aumento entre as quatro faixas analisadas. Já o endividamento recuou entre os grupos de menor renda, passando de 85,1% para 84,6% na faixa de até três salários mínimos e de 83,7% para 83,3% entre três e cinco salários.

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Foto: Arte/DCM

No conjunto das famílias, a proporção com dívidas em atraso diminuiu de 29,9% em agosto para 29,6% em setembro, abaixo dos 30,5% registrados um ano antes. O percentual que declarou não ter condições de pagar os atrasados permaneceu em 12,5%. A parcela que se considera muito endividada caiu de 17,9% para 17,3%.

Apesar da melhora, o tempo médio de atraso aumentou pelo segundo mês consecutivo e chegou a 65,3 dias, o maior período desde novembro de 2024, quando havia sido de 65,5 dias. Além disso, 48,9% das dívidas em atraso estavam vencidas havia mais de 90 dias, indicando dificuldades persistentes entre quem já deixou de pagar.

Endividamento e inadimplência medem situações diferentes. O primeiro indicador inclui compromissos a vencer, como financiamentos e compras parceladas, mesmo quando pagos em dia; o segundo considera contas vencidas. Em média, as famílias destinam 29,6% da renda ao pagamento de dívidas. Para 19,4% delas, esses compromissos consomem mais da metade da renda mensal.

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