
O deputado federal Mario Frias (PL-SP) articula uma equipe para comandar o Ministério da Cultura em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Reeleito para a Câmara, o ator tem convocado pessoas para compor a estrutura da pasta, segundo pessoas ouvidas sob reserva. Com informações de Folha de S.Paulo.
Frias defende que a Cultura continue com status de ministério. No governo de Jair Bolsonaro, a área deixou de ter uma pasta própria, passou pela estrutura do então Ministério da Cidadania e, depois, ficou vinculada ao Ministério do Turismo.
Um dos nomes cogitados para o grupo é André Porciuncula, ex-capitão da Polícia Militar da Bahia e braço direito de Frias na Secretaria Especial da Cultura. Porciuncula também comandou a secretaria quando Frias deixou o posto para disputar uma vaga na Câmara.
Porciuncula, porém, disse que não pretende voltar ao serviço público. “Eu moro nos Estados Unidos. Não tem a menor possibilidade de eu deixar de morar aqui e voltar para o Brasil para exercer qualquer atividade pública.” Procurado, Frias não se manifestou.

Investigação sobre o filme “Dark Horse” atinge deputado
Frias está entre os alvos de mandados de busca e apreensão em uma operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos destinados ao filme “Dark Horse”, do qual o deputado é produtor-executivo.
Os investigadores suspeitam que ao menos R$ 750 mil repassados à produtora Go Up Entertainment durante as filmagens tenham vindo de emendas parlamentares de Frias. Karina Gama, da Go Up, também foi alvo da operação.
Em vídeo nas redes sociais, o parlamentar classificou a ação como “cortina de fumaça” e afirmou que a apuração não tem fundamento. As emendas indicadas por ele integram o foco da investigação.
Na gestão de Frias e Porciuncula na Cultura, uma instrução normativa barrou o financiamento de artistas em municípios que adotavam medidas restritivas contra a Covid-19. O período também incluiu a criação de uma categoria para arte sacra na Lei Rouanet e a redução do cachê máximo por apresentação para R$ 3 mil.