UFPE: pesquisadores lamentam destruição de 20 anos de estudos em incêndio

Incêndio em prédio da UFPE. Foto: Reprodução

Estudantes e professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) lamentaram a destruição de pesquisas, equipamentos e amostras acumuladas ao longo de cerca de 20 anos após o incêndio que atingiu um prédio de laboratórios no Campus Recife. O prejuízo estimado pela universidade chega a R$ 100 milhões.

Um dos pesquisadores relatou o impacto da perda sobre a comunidade acadêmica. “Ser sincero, a gente não conseguiu nem dormir, né? É devastador. Eu fico com o coração apertado, não só por mim, mas por todos os pesquisadores, pelo meu coordenador de laboratório, que há quase 20 anos tem construído o laboratório, estrutura a estrutura do laboratório, e ver isso acontecer de uma forma tão inesperada e de uma forma tão grave, né? É muito triste”, afirmou.

Computadores, câmeras, aparelhos de biomecânica, freezers e outros equipamentos também podem ter sido destruídos. “Tínhamos muitos equipamentos dentro do prédio, sobretudo no primeiro andar, equipamentos, amostras, pesquisas, freezers, então foi tudo, absolutamente tudo destruído pelo incêndio. Estimativa aproximada é de uma perda de 100 milhões de reais”, afirmou outro entrevistado.

Pesquisas sobre Covid-19, autismo, câncer e TDAH estavam no prédio

Entre os materiais atingidos havia amostras e estudos ligados à Covid-19, ao autismo, ao câncer e ao transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). A destruição alcançou projetos desenvolvidos em diferentes etapas da formação acadêmica.

As chamas atingiram trabalhos de estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado. Segundo os relatos, havia no local amostras e estudos relacionados à Covid-19, autismo, câncer e TDAH. “Conheço a gente que fazia iniciação científica, gente que fazia mestrado, doutorado, que perdeu quase tudo, porque a tese ficava aí dentro, as amostras ficavam aí dentro”, disse uma estudante.

O prédio abrigava laboratórios de fármacos, informática e genética, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica. Computadores, câmeras, aparelhos de biomecânica, freezers e outros equipamentos também estavam no local.

 

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