Ex-coordenador do PL Jovem diz que votará em Lula após romper com bolsonarismo

O estudante de direito Bruno Fonseca. Foto: Reprodução/Redes Sociai

O estudante de Direito Bruno Fonseca, ex-coordenador do PL Jovem de São Paulo e da região metropolitana, afirmou que votará em Lula na eleição de 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele disse que apoiou Jair Bolsonaro em 2022, mas mudou de posição após se afastar do bolsonarismo. Com informações de Metrópoles.

“Eu votei no Bolsonaro em 2022 e esse ano vou votar no Lula”, declarou Fonseca. Morando atualmente em Curitiba, ele passou a produzir conteúdo voltado à esquerda, com temas ligados aos direitos dos trabalhadores.

Fonseca contou que começou a acompanhar política aos 12 anos, depois de assistir a vídeos do Movimento Brasil Livre (MBL) no YouTube. Ele citou o então influenciador Artur do Val, conhecido como Mamãe Falei, como uma de suas referências naquele período.

O jovem se filiou ao Partido Liberal e militou pelas campanhas de Bolsonaro à Presidência em 2018 e 2022. Além de coordenar o coletivo de juventude do partido em São Paulo, participou de debates em canais do YouTube, entre eles o Spectrum.

Críticas sobre direitos sociais levaram ao afastamento

Segundo Fonseca, o PL estimulava jovens integrantes a gravar conteúdos políticos, usar técnicas de marketing e impulsionar publicações nas redes. Ele afirmou que o grupo também organizava vaquinhas digitais para apoiar novos produtores de conteúdo alinhados ao partido.

A ruptura começou em 2023, quando ele passou a discordar de posições de aliados sobre direitos trabalhistas, violência contra a mulher e pessoas LGBTQIA+. “Quando eu defendi coisas básicas, como, por exemplo, dizer que mulher não pode apanhar, que o feminicídio precisa ser combatido, que o trabalhador precisa descansar, eu comecei a ser chamado de esquerdista”, disse.

Fonseca apontou como estopim um debate intitulado “1 ex-cristão contra 20 cristãos”, com Tiago Santinelli. Ele afirmou que se opôs a falas homofóbicas durante a discussão e, após publicar um trecho de sua intervenção, recebeu ataques de antigos aliados e foi chamado de comunista.

O ex-coordenador também disse que o PL o “convidou a se retirar” depois que criticou nas redes sociais ações da vereadora Zoe Martínez (PL), presidente da CPI do Metanol na Câmara Municipal de São Paulo. Ele alegou que as operações miravam vendedores ambulantes, embora os casos de bebidas adulteradas citados por ele envolvessem grandes bares, e afirmou que a crítica violou uma regra interna contra divergências públicas entre integrantes do partido.

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