Caros leitores,
O Brasil começou o segundo turno de uma eleição que novamente abre caminho para um período de profundas disputas em torno da democracia, das instituições e dos direitos consagrados pela Constituição, como a liberdade de expressão e de informação.
A possibilidade de o bolsonarismo sair vitorioso em 25 de outubro e retornar ao Palácio do Planalto para mais um ciclo de desmonte das políticas públicas criadas durante governos progressistas, e agora com a ajuda de um Congresso majoritariamente alinhado à extrema-direita, nos coloca diante de uma pergunta que não podemos adiar: como iremos resistir às batalhas que enfrentaremos nos próximos anos?
O GGN sabe, por experiência própria, que jornalismo independente não é apenas uma atividade profissional. Em momentos de grave crise política, ele se transforma em uma trincheira fundamental na luta pela democracia.
Nossa preocupação é grande, porque nós já vivemos isso.
Durante o governo de Jair Bolsonaro, a sociedade brasileira enfrentou um ambiente de hostilidade sem precedentes, e coube à imprensa livre fazer o contraponto ao autoritarismo, às fake news, aos retrocessos, às tentativas de golpe…
São fatos que fazem parte da história recente do Brasil, e que nós ajudamos a escrever todos os dias.
Não podemos tratar a eleição de 2026 apenas como uma disputa entre nomes e partidos. O que está em jogo, novamente, também é a força das instituições, a liberdade de expressão e imprensa, o direito à informação e a capacidade da sociedade de acompanhar e fiscalizar o poder.
E é justamente neste ponto que o papel dos veículos independentes se torna decisivo.
O GGN não nasceu para ser espectador dos acontecimentos. Nasceu para decifrar o Brasil. Para investigar aquilo que muitas vezes não aparece nas manchetes da mídia tradicional. Para colocar economia e política em perspectiva. Para dar espaço a pesquisadores, professores, especialistas e vozes que ajudam a compreender um país complexo. Para fazer as perguntas incômodas.
Mas jornalismo independente não existe por decreto.
Ele depende de jornalistas. Depende de estrutura. Depende de investigação. Depende de tecnologia. E depende, sobretudo, de leitores que entendam que a informação tem valor e precisa ser sustentada. Sem jornalismo independente não há democracia.
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Nos próximos anos, qualquer que seja o resultado da corrida presidencial, o Brasil continuará precisando de informação independente para enfrentar um Congresso completamente dominado pela extrema-direita. O desafio poderá ser ainda maior do que foi entre 2018 e 2022. E queremos estar aqui para enfrentá-lo, com você ao nosso lado.
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