
A criança filmada com um objeto semelhante a uma arma durante uma comemoração política em Parnamirim, na Grande Natal, foi encontrada pelo Conselho Tutelar, e colegas da escola reconheceram o menino após a divulgação das imagens nas redes sociais. A mãe afirmou ao órgão que o filho segurava uma arma de brinquedo e estava sob os cuidados do pai, que é policial. Os dois estão sendo investigados, enquanto a mãe passou a ser alvo de ataques nas redes sociais.
A mãe prestou depoimento nesta terça-feira (6) à conselheira tutelar Amanda Melo e relatou que não tinha uma guarda formalizada da criança. Segundo ela, havia apenas um acordo informal pelo qual o menino permanecia com a mãe durante a semana e com o pai nos fins de semana. O episódio ocorreu no sábado (3), durante um arrastão de encerramento de campanha na véspera do primeiro turno das eleições.
A repercussão do caso aumentou depois que vídeos da criança circularam nas redes sociais. A mãe afirmou ao Conselho Tutelar que soube das imagens pela internet e que não tinha conhecimento de que o pai levaria o filho ao evento político. O caso passou a ser investigado pelas autoridades para esclarecer as circunstâncias e confirmar qual era o objeto segurado pelo menino.
ATUALIZAÇÃO: o conselho tutelar encontrou, os amiguinhos da escola reconheceram, a criança n tinha guarda certa, a mãe ta sendo atacada nas redes, o pai é policial e eles estão sendo investigados
LUGAR DE CRIANÇA É NA ESCOLA SEGURANDO LIVROS! https://t.co/zWoab2avuO
— mateus (@witnessbot) October 6, 2026
A Polícia Civil informou que vai investigar o caso, recolher e analisar as imagens disponíveis para esclarecer as circunstâncias. A 17ª Delegacia de Polícia de Parnamirim conduz as diligências e ainda não confirmou oficialmente se o objeto era uma arma de fogo.
Segundo Amanda Melo, a mãe disse que conhecia a existência do simulacro. “A mãe disse que tinha conhecimento, que sabia da existência dessa arma, desse simulacro. Ela atestou que a arma realmente é de brinquedo, aquelas armas de estopim”, afirmou a conselheira.
Conselho Tutelar encaminha mãe para regularizar a guarda
A mulher disse que soube do vídeo pelas redes sociais e que não tinha conhecimento de que o pai levaria a criança ao evento político. Os dois estão separados há pelo menos oito anos e mantêm um acordo informal pelo qual o filho fica com a mãe durante a semana e com o pai nos fins de semana.
Após receber a criança no dia seguinte, a mãe discutiu com o ex-companheiro. De acordo com o relato apresentado ao Conselho Tutelar, o menino ficou nervoso durante a discussão e disse que o pai não tinha culpa pelo ocorrido.
A repercussão afetou a rotina da criança, que deixou de ir à escola depois que outros pais reconheceram o menino nos vídeos. “A situação psicológica dele é de tristeza. Ele se encontra bastante abatido e não quer ir para a escola”, disse Amanda Melo, ao citar também comentários hostis vistos pela criança nas redes.
O Conselho Tutelar encaminhou a mãe ao Judiciário para regularizar a guarda. Amanda Melo afirmou que o órgão não identificou necessidade de afastar o menino dos pais neste momento, mas informou que outros vídeos mostram a criança dirigindo um veículo; se a autenticidade for comprovada, a situação poderá motivar medidas judiciais mais severas.