O senador Flávio Bolsonaro (PL) falhou na articulação para não dar quórum na sessão desta terça-feira (6), no plenário do Senado, em que se retomou o debate da proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deu início à primeira das cinco sessões necessárias com 49 senadores presentes pessoal ou virtualmente. Alcolumbre determinou pauta única e já antecipou que quer concluir a votação dos dois turnos ainda nesta semana.
O quórum é exatamente o número necessário para aprovar relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM) favorável à PEC, ou seja, três quintos do total de membros da Casa, o que equivale a 49 dos 81.
O filho 01 de Jair Bolsonaro e o senador Rogério Marinho (PL-RN), o seu coordenador de campanha, articularam para que seus colegas não registrassem presença.
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Contudo, parlamentares do seu grupo político como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) compareceram à sessão.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, convocou todos os senadores da base e aliados para registrarem presença.
“A oposição liderada por Flávio Bolsonaro está obstruindo a sessão. Os bolsonaristas estão obstruindo a sessão. Eles não querem votar ao fim da escala 6×1. E o Flávio Bolsonaro está coordenando, juntamente com o senador Rogério Marinho, a não presença para evitar que a PEC seja votada. Estou solicitando em nome do governo que todos marquem presença, presença virtual no sistema”, conclama o ministro.
Reunião
Guimarães se reuniu com Alcolumbre para agradecer a decisão em pautar a matéria. “Tive uma importante reunião com o presidente do Congresso, que teve papel essencial ao pautar esse tema na última sexta-feira (2). Temos o compromisso de votar a proposta ainda esta semana! Essa é uma pauta que o presidente Lula defende: avançar para uma jornada de trabalho mais justa, com escala 5×2, dois dias de descanso por semana e sem redução de salário”.
O ministro disse que é hora de todos acompanharem a votação pela TV Senado e “cobrar de cada senador e senadora o voto pela mudança”. “O trabalhador merece mais tempo para viver, descansar e estar com sua família”, disse.