Aliados recomendam que Flávio Bolsonaro fuja de debates com Lula no 2º turno

O senador Flávio Bolsonaro. Foto: Sergio Lima / AFP

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) aconselham o senador a evitar uma sequência de debates contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. A orientação discutida na campanha é selecionar os encontros considerados mais relevantes ou até recusar todos, apesar de os dois candidatos agora disputarem diretamente a Presidência. Com informações de O Globo.

A tendência entre integrantes do grupo, segundo O Globo, é que Flávio participe apenas de um eventual debate da TV Globo. Há aliados que defendem que ele não compareça a nenhum encontro nas três semanas finais de campanha.

Flávio e Lula não se enfrentaram nos debates do primeiro turno. O candidato do PL condicionava sua participação à presença do petista e justificou a ausência no debate promovido pela Band, em agosto, com a frase: “Quem está lá não é meu adversário”.

Na ocasião, participaram Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). A estratégia de vincular a presença de Flávio à decisão de Lula mudou apenas na reta final da primeira etapa da disputa.

Debate da Band no 1º turno das eleições presidenciais de 2026, sem Lula e Flávio. Reprodução

Debate cancelado virou argumento de campanha

Na última semana antes da votação, Flávio chegou a decidir que participaria do debate da TV Globo mesmo sem Lula. A campanha pretendia dirigir perguntas ao púlpito vazio do presidente e usar os vídeos nas redes sociais.

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, proibiu a exibição do púlpito vazio e perguntas a candidato ausente. Flávio desistiu do encontro e classificou a decisão como “censura” da Justiça Eleitoral.

Pouco depois, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a inclusão de Renan Santos no debate. Com as ausências de Lula e Flávio e as decisões judiciais, a Globo cancelou o evento; no horário previsto, o senador fez uma live e pediu “voto de revolta”.

A campanha de Flávio planeja ampliar a presença do candidato no Nordeste, buscar apoios de nomes que encerraram suas disputas e reforçar na propaganda eleitoral a estratégia chamada internamente de “Flavinho light”. O plano prevê mais espaço para segurança pública, economia e custo de vida, com redução de ataques diretos a Lula na televisão e no rádio.

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