A primeira pesquisa Datafolha do segundo turno

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

O Datafolha divulgará na quinta-feira (08) a primeira pesquisa sobre o segundo turno presidencial entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento chega após Flávio avançar à etapa final em primeiro lugar, com 47% dos votos válidos, contra 45% de Lula no domingo (04).

Os pesquisadores realizarão as entrevistas entre terça-feira (06) e quarta-feira (07). O instituto ouvirá presencialmente 2.520 eleitores para medir o cenário inicial da disputa entre o bolsonarista e o petista.

O grupo Globo e a Folha de S.Paulo contrataram a pesquisa, que tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A Justiça Eleitoral registrou o levantamento sob o código BR-02949/2026.

O resultado oferecerá a primeira fotografia da corrida após a votação do primeiro turno. Flávio e Lula disputarão os votos dos candidatos que ficaram fora da etapa decisiva e buscarão ampliar suas bases regionais nas próximas semanas.

Eleições brasileiras e disputa política
Eleições brasileiras e disputa política entre governo Lula e extrema-direita. Foto: Reprodução

Campanhas miram São Paulo, Nordeste e eleitorado de centro

A campanha de Flávio Bolsonaro conta com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para ampliar a vantagem no maior colégio eleitoral do país. Os dois devem cumprir agendas conjuntas pelo Brasil, com roteiro ainda em definição.

Aliados do senador também pretendem explorar o desgaste de Lula na propaganda e nas ações de rua. A estratégia busca apresentar o presidente como um nome político ultrapassado durante a campanha de segundo turno.

Do lado petista, a prioridade será aumentar a diferença de Lula no Nordeste, região decisiva para o desempenho eleitoral do presidente. A campanha deve concentrar esforços para elevar a votação do PT nos estados nordestinos.

O vice-presidente Geraldo Alckmin terá papel ampliado na busca por eleitores de centro. A mobilização mira votos fora dos polos mais fiéis de Lula e de Flávio Bolsonaro antes da votação final.

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