
O senador Flávio Bolsonaro (PL) se reúne nesta segunda (5) com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para iniciar a articulação do segundo turno presidencial contra o presidente Lula (PT). O encontro ocorre após uma disputa apertada no primeiro turno, em que ele obteve 56,1 milhões de votos, ou 47,03% do total, ante 53,8 milhões de Lula, equivalente a 45,16%.
Em Brasília, Lula convocou aliados para uma reunião às 17h, no hotel San Marco, na Asa Sul. O encontro deve discutir os rumos da campanha petista na etapa final da eleição e terá a participação de nomes como o ex-ministro Fernando Haddad e o senador Humberto Costa, reeleito em Pernambuco.
Flávio quer aumentar sua vantagem no Sudeste, principalmente em São Paulo. Ele venceu no estado, mas Lula ficou à frente na capital paulista, um dos principais colégios eleitorais do país.
Tarcísio afirmou após a apuração que vai se engajar na campanha do aliado. “Eles vão contar com um soldado aqui para gente usar essa força, essa energia que nós temos aqui em São Paulo. E essa energia vai estar à disposição do Flávio a partir de agora”, disse o governador à imprensa.

Tarcísio tentará atrair MDB e Republicanos para Flávio
O governador paulista deve ajudar Flávio nas conversas com partidos que mantiveram neutralidade no primeiro turno. Tarcísio disse que pretende intensificar o diálogo com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e declarou que fará “todo esforço do mundo” para trazer o MDB para a candidatura do senador.
Também devem participar das articulações de Flávio o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) e o deputado reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG). A atuação mais direta de Tarcísio contrasta com a distância que ele manteve do senador durante o primeiro turno.
Do lado petista, Lula reúne candidatos a governador e ao Senado pelo PT, além de representantes de partidos aliados. Após o resultado das urnas, o presidente afirmou acreditar na reeleição e disse que seu adversário tem uma “biografia tenebrosa”.
A campanha de Lula pretende concentrar parte dos esforços nos eleitores que não compareceram às urnas. A abstenção chegou a 21,08% no primeiro turno, com 33,4 milhões de ausentes, a maior marca já registrada nessa etapa da eleição. “Temos 20 e poucos dias pela frente, vamos fazer um apelo aos que não votaram”, afirmou Lula.