
Integrantes da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a proibição das bets prejudicou seu desempenho no primeiro turno da disputa pelo Palácio do Planalto. Lula anunciou o banimento das apostas online nove dias antes da eleição.
O grupo monitorou nas redes sociais a atuação de influenciadores voltados à classe C que pediam voto útil em Flávio Bolsonaro (PL). As postagens associavam o apoio ao senador à oposição ao fim das apostas.
A campanha também teme que o tema ganhe mais força quando a medida provisória determinar a retirada dos sites do ar, prevista para terça-feira. Até então, usuários com recursos depositados nas plataformas ainda podem continuar jogando.
A decisão de proibir integralmente as bets dividiu o entorno de Lula durante a campanha. Parte dos aliados considerava a medida radical e avaliava que ela trazia riscos eleitorais na reta final.
Sidônio e Janja defenderam banimento integral das apostas

O ministro Sidônio Palmeira, chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, defendeu o banimento completo. Sua avaliação era de que a campanha precisava adotar uma ação de forte impacto antes da votação.
A primeira-dama Janja da Silva também apoiou a proibição total das apostas online. Ela sustentava que a decisão teria apoio expressivo entre as eleitoras.
Outros integrantes da campanha apontavam que a medida poderia desagradar diferentes setores da sociedade. Entre os segmentos citados estavam os clubes de futebol, que mantêm vínculos comerciais com empresas de apostas.
Apesar das divergências internas, Lula decidiu banir as apostas do país. A avaliação de integrantes de sua campanha é que a repercussão da medida passou a exigir atenção especial na disputa do segundo turno.