O PCdoB sai das urnas de 2026 maior e mais forte na Câmara dos Deputados. O Partido elegeu 11 federais para a próxima legislatura, cinco a mais do que em 2022, quando havia conquistado seis cadeiras. Um salto que praticamente dobra sua representação e garante à legenda o melhor resultado nas últimas quatro eleições.
A força do resultado aparece também na composição da bancada. Sete das 11 cadeiras conquistadas pelo PCdoB serão ocupadas por mulheres, que passam a ser maioria entre os representantes do partido na Câmara. A composição reflete uma política de participação feminina que o PCdoB vem fortalecendo nas candidaturas e nas direções partidárias. Daiana Santos (RS), Giovana Mondardo (SC), Jandira Feghali (RJ), Olívia Santana (BA), Alice Portugal (BA), Marcivânia (AP) e Perpétua Almeida (AC) estarão no Congresso a partir de 2027. Elias Jabbour (RJ), Daniel Almeida (BA), Márcio Jerry (MA) e Gervásio Maia (PB) completam a bancada.
Bancada reúne experiência, renovação e presença comunista em oito estados
Com cinco cadeiras a mais que em 2022, o PCdoB alcança sua maior bancada das últimas quatro eleições. É um salto que amplia o espaço dos comunistas na Câmara e combina a experiência de lideranças já consolidadas com a chegada de novos nomes ao Congresso.
No Rio Grande do Sul, Daiana Santos foi reeleita com mais de 113 mil votos. Em Santa Catarina, Giovana Mondardo, vereadora de Criciúma, estreia na Câmara aos 31 anos, também com mais de 113 mil votos.

No Rio de Janeiro, a vitória tem um significado histórico para o partido: pela primeira vez em 32 anos, o PCdoB elegeu dois deputados federais no estado. Elias Jabbour recebeu quase 103 mil votos e Jandira Feghali, cerca de 74 mil. Líder do PCdoB na Câmara, Jandira foi eleita para seu nono mandato federal.
Na Bahia, três comunistas estarão na Câmara a partir de 2027: Olívia Santana, Alice Portugal e Daniel Almeida. Olívia ultrapassou os 120 mil votos e foi a mais votada entre os candidatos do PCdoB no estado. Primeira mulher negra eleita deputada estadual na Bahia, em 2018, ela chega agora ao Congresso. Alice Portugal garante mais um mandato federal, e Daniel Almeida também permanece na Câmara.

No Acre, Perpétua Almeida foi eleita deputada federal com 15,8 mil votos. Será seu quinto mandato na Câmara, depois de quatro passagens anteriores pela Casa. No Amapá, Marcivânia foi eleita deputada federal com 17.913 votos, garantindo ao PCdoB uma cadeira na bancada federal do estado na próxima legislatura. Ela foi a principal candidata comunista na disputa e assegurou a representação do partido no Congresso.
No Maranhão, Márcio Jerry foi reeleito para o terceiro mandato consecutivo, com 54.953 votos. Na Paraíba, Gervásio Maia também renovou o mandato, com 96.069 votos, e seguirá na Câmara pelo PCdoB.
A nova bancada reúne, portanto, nomes que renovaram seus mandatos, lideranças que estão de volta ao Congresso e duas estreias: Giovana Mondardo, em Santa Catarina, e Elias Jabbour, no Rio de Janeiro.
O PCdoB sai das urnas de 2026 fortalecido na Câmara. A maior bancada das últimas quatro eleições reúne experiência e renovação, amplia a presença comunista em oito estados e faz das mulheres a maioria entre seus representantes.