
O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) venceu neste domingo (04) uma das duas vagas do Paraná no Senado, depois de o ministro Nunes Marques autorizar que os votos dele fossem contabilizados. O resultado assegura ao ex-procurador um mandato de oito anos, embora a situação da candidatura ainda dependa de análise colegiada do Tribunal Superior Eleitoral.
O deputado federal Filipe Barros (PL) ficou com a outra cadeira paranaense em disputa. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que concorria pela federação Brasil da Esperança, não obteve uma das vagas.
Dallagnol enfrentou uma reviravolta judicial no próprio dia da votação. Horas depois de o ministro Floriano de Azevedo Marques decidir pelo indeferimento da candidatura e pela anulação dos votos recebidos, Nunes Marques suspendeu os efeitos da determinação.
Na decisão, Nunes Marques apontou que Floriano de Azevedo Marques tomou o entendimento quando as urnas já haviam fechado. O presidente do TSE determinou o registro dos votos de Dallagnol até que o plenário da Corte examine o caso.
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Decisões eleitorais e cassação do mandato na Câmara
Em setembro, decisões eleitorais já tinham impedido Dallagnol de pedir votos, participar de debates e aparecer em propagandas de rádio e televisão. A Coligação Paraná Para Todos e a federação Brasil da Esperança, formada por PT e PDT, questionaram a candidatura.
O impedimento teve como base a Lei da Ficha Limpa. O TSE entendeu em 2023 que Dallagnol deixou o Ministério Público Federal enquanto ainda respondia a procedimentos disciplinares internos, o que tornou o ex-procurador inelegível e levou à cassação de seu mandato de deputado federal.
Natural de Pato Branco (PR), Dallagnol se formou em Direito pela Universidade Federal do Paraná e construiu sua carreira no Ministério Público Federal. Ele deixou a instituição para concorrer à Câmara nas eleições de 2022.
Naquele pleito, Dallagnol recebeu 344.917 votos e se tornou o deputado federal mais votado do Paraná. O TSE cassou o mandato por unanimidade em maio de 2023, ao acolher o voto do ministro Benedito Gonçalves sobre a saída do Ministério Público a menos de um ano das eleições.