
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi hostilizado neste domingo (4), dia do primeiro turno das eleições, ao acompanhar a votação da mulher em uma escola particular na Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro. Na saída do local, o candidato ouviu vaias e gritos de “fascista” e “miliciano”.
O grupo que protestava contra o senador também entoou palavras de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário na disputa pelo Palácio do Planalto. As manifestações ocorreram enquanto Flávio deixava a escola.
Um apoiador do candidato do PL reagiu aos protestos e chamou Lula de “ladrão”. A resposta provocou uma troca de provocações entre os presentes, mas o episódio não evoluiu para tumulto no local de votação.
Flávio Bolsonaro foi vaiado neste domingo na Escola Ogá Mita. Durante a passagem pelo local, manifestantes gritaram palavras como “fascista” e “miliciano” contra o senador. pic.twitter.com/dv36SOtiXt
— Mídia NINJA (@MidiaNINJA) October 4, 2026
Campanha foi encerrada em região dominada pelas milícias
Flávio Bolsonaro (PL) escolheu uma região marcada pela atuação de milícias, facções e bicheiros para encerrar a campanha do primeiro turno.
No sábado (3), o candidato à Presidência percorreu cerca de 11 quilômetros entre Campo Grande e Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, em uma motocarreata que terminou na Praça da Fé. Sob chuva, deixou o local sem discursar.
O trajeto atravessou uma área que enfrenta há anos conflitos e alianças entre grupos criminosos. Campo Grande e Bangu registram atuação de milícias e das facções Comando Vermelho, Terceiro Comando Puro e Amigo dos Amigos, além da presença histórica de integrantes do jogo do bicho.