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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou neste domingo (04), dia do primeiro turno das eleições de 2026, uma mensagem que invoca a proteção de Nossa Senhora Aparecida e defende a construção de um Brasil “reconciliado, soberano, justo e fraterno”.
“Confiamos nossa Pátria à proteção de Nossa Senhora Aparecida”, escreveu a entidade em sua conta no X. Na sequência, a CNBB pediu que Deus conceda “sabedoria e coragem” aos brasileiros.
A manifestação ocorreu após Nossa Senhora Aparecida entrar no centro da disputa presidencial nos últimos dias da campanha. Postagens compartilhadas nas redes sociais afirmaram que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, pretendia retirar da santa o título de padroeira do Brasil.
Flávio negou defender qualquer mudança no reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida e classificou as publicações como parte de uma campanha de desinformação contra sua candidatura. A campanha do senador acionou o Tribunal Superior Eleitoral para pedir a remoção de conteúdos que atribuíam a ele essa posição.
Confiamos nossa Pátria à proteção de Nossa Senhora Aparecida. Que Deus nos conceda sabedoria e coragem para construirmos juntos um Brasil reconciliado, soberano, justo e fraterno. #Eleições2026
— Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (@CNBBNacional) October 4, 2026
Perseguição à Nossa Senhora
O senador acusou a CNBB de ajudar a disseminar informações falsas sobre sua candidatura. A entidade negou participação na divulgação das postagens e cobrou que Flávio apresentasse provas para sustentar a acusação.
Em nota divulgada durante a polêmica, a conferência afirmou que “mentira não se combate a com outra mentira”. A declaração respondeu à acusação feita pelo candidato do PL.
A discussão sobre o título de padroeira teve origem em um projeto de lei apresentado por um ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2007. Paralelamente, o bispo J. B. Carvalho, fundador da Comunidade das Nações e próximo de Flávio e Michelle Bolsonaro, defendeu a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida no livro “A Bomba: A Verdade Pode Ser Explosiva”, publicado em 2001. O religioso critica a devoção à santa, questiona a legalidade do feriado de 12 de outubro e convoca cristãos e parlamentares a se mobilizarem pela mudança. Flávio, batizado na igreja em 2024, nega que pretenda retirar o título de Aparecida, e não há evidência de que tenha defendido a proposta do bispo.
Brasil Soberano
A defesa de um Brasil soberano também marcou o discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro. “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, afirmou o presidente, ao criticar interferências externas em processos eleitorais e defender a autodeterminação dos povos. Lula ressaltou que o país protegerá a vontade popular contra ameaças internas e externas e declarou: “O Brasil continuará sendo um país soberano”.