
Carlos Bolsonaro (PL), candidato ao Senado por Santa Catarina, deixou o irmão Jair Renan Bolsonaro (PL), que disputa uma vaga de deputado federal pelo estado, fora de uma “colinha” eleitoral publicada na sexta-feira (2). A ausência soma mais um desencontro aos conflitos que marcaram a campanha do clã Bolsonaro. A informação foi publicada pelo Metrópoles.
A indicação não é recíproca: Carlos aparece nos materiais eleitorais de Jair Renan, mas não incluiu o irmão entre suas recomendações de voto recentes. Os dois concorrem pelo mesmo partido e tentam ampliar a presença da família na representação catarinense no Congresso.
Na quinta-feira (1º), Carlos já havia omitido Jair Renan em outra publicação no X. Ao afirmar que o “time 22” estava completo em Santa Catarina, citou Flávio Bolsonaro para presidente, Carol de Toni para o Senado e Jorginho Mello para governador. O candidato a deputado federal ficou fora da relação.

As divergências familiares em torno da eleição catarinense antecedem essa omissão. Em fevereiro, a entrada de Carlos na disputa ao Senado provocou atritos no PL e expôs diferenças com Michelle Bolsonaro. Naquele momento, a ex-primeira-dama manifestou apoio a Carol de Toni, que se sentia preterida pelo avanço da candidatura do enteado. Agora, Carlos e Carol disputam as duas vagas pelo PL.
O próprio Carlos também ficou fora de uma lista de recomendações neste sábado (3), quando Nikolas Ferreira divulgou uma “colinha” sem o nome dele. O deputado mineiro indicou Carol de Toni para uma das vagas ao Senado e deixou a segunda em branco, em mais um episódio dos atritos entre o parlamentar e integrantes da família Bolsonaro.
Na reta final, as listas expõem a falta de reciprocidade nos apoios, inclusive entre irmãos que disputam cargos diferentes. A reportagem do Metrópoles não apresenta uma explicação de Carlos para a ausência de Jair Renan. A omissão documenta o desencontro eleitoral, mas seu motivo não foi esclarecido.