
O presidente Lula (PT) disse que a primeira-dama Janja lhe daria “tanta porrada” caso ele aceitasse um convite para festas atribuídas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A fala ocorreu em entrevista ao Flow Podcast, enquanto Lula comentava a fraude financeira investigada no caso Master.
O apresentador Igor 3K perguntou a Lula se ele havia sido chamado para os encontros. “Nunca me chamaram. E se chamassem, a Janjinha me dava tanta porrada…”, respondeu o presidente. Janja acompanhava a entrevista no Palácio da Alvorada, em Brasília.
Antes da pergunta, Lula mencionou as festas que atribuiu a Vorcaro. “Além do dinheiro, tinha as orgias. Não com brasileira. Era com suíça, com sueca…”, disse o presidente.
O petista afirmou que as investigações sobre o Banco Master precisam apurar relações entre autoridades e Vorcaro. Para Lula, a população deve ter acesso às informações que surgirem durante o andamento do caso.
O LULA FALANDO Q NUNCA CHAMARAM ELE PRAS ORGIAS MAS Q SE CHAMASSEM A JANJA DAVA PORRADA NELE KKKKKKKKKKKKKKJ pic.twitter.com/pqKocodkzD
— thomaz (@thisdracarys) October 2, 2026
Lula cobra apuração e volta ataques contra Flávio Bolsonaro
“A gente descobre uma sequência de senadores, deputados, tudo com as meninas da Suíça, da Suécia, sei lá… Ou seja, virou uma putaria”, afirmou Lula. Em seguida, repetiu que as autoridades devem investigar “doa a quem doer”.
O presidente também atacou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário na disputa presidencial de 2026. Lula disse que o parlamentar não teria qualificação para ser “síndico de prédio” e afirmou que ele mantém uma “relação amorosa” com Vorcaro.
Durante a entrevista, Lula citou a atuação de Flávio como advogado na defesa de um policial acusado de matar uma criança e as nomeações de familiares do miliciano Adriano da Nóbrega em seu gabinete quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. O presidente associou o senador a milicianos em suas declarações.
Lula participou do podcast em vez do debate presidencial da TV Globo. A emissora cancelou o encontro após a desistência de Flávio Bolsonaro e decisões judiciais que classificou como “interferência indevida”.