Pode rir: Cury diz que Flávio Bolsonaro é de “centro até pra esquerda”

Cury
O candidato a presidência, Augusto Cury (Avante). Foto: Reprodução

O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, afirmou nesta quarta-feira (30) que Flávio Bolsonaro (PL) “não é tanto de direita” e o classificou como um político de “centro até pra esquerda”. Durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o escritor criticou a trajetória empresarial do senador e citou escândalos envolvendo sua família.

“Eu quero dizer pra você que Flávio não é tanto de direita não, viu”, declarou Cury ao responder sobre a experiência de participar de uma eleição sem nunca ter disputado um cargo público. Em seguida, atacou a atuação do adversário nos negócios: “Ele nunca montou um negócio digno, montou uma empresa de chocolate”.

Cury voltou à classificação política do senador e associou sua crítica às acusações envolvendo o clã Bolsonaro. “Ele é centro até pra esquerda, se você quer saber”, afirmou. “Por exemplo, olha os escândalos que dizem sobre a família. Como é que pode isso?”. O candidato acrescentou que Flávio deve se defender das acusações divulgadas pela imprensa.

O escritor também afirmou que o adversário “não aceita o contraditório”. Ao cobrar disposição para o debate, disse que “a beleza da democracia está na divergência”. As declarações foram feitas na reta final da campanha para o primeiro turno.

Na mesma entrevista, Cury atacou o governo Lula e o anúncio do reajuste do Bolsa Família a 17 dias da votação. Acusou o presidente de usar “a dor das pessoas para ter votos” e classificou o pacote de medidas como “maldade do Lula”.

O reajuste anunciado em 17 de setembro eleva o piso do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691. A equipe econômica apresentou a medida como reposição da inflação acumulada desde o início de 2023. Os pagamentos com os novos valores começam em 19 de outubro.

Cury ainda defendeu o fim das transmissões ao vivo dos julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF). Disse que, se eleito, pretende conversar com o presidente da Corte, Edson Fachin, sobre o assunto. “Tem que terminar com essa espetacularização da transmissão ao vivo, tem que gravar e distribuir para as partes”, afirmou.

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