
O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, anunciou nesta quarta-feira (30) a participação de Elon Musk em um projeto sobre o futuro das guerras durante um discurso em que atacou pessoas trans, gordas e homens com barba. Na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quantico, na Virgínia, o secretário do governo Donald Trump afirmou que esses grupos não terão espaço nas Forças Armadas dos Estados Unidos.
“Nada de gordos, nada de trans, nada de barbudos, nada de esquisitões, nada de frouxos, nada de radicais. Apenas guerreiros”, declarou. A fala ocorreu um ano depois de uma reunião com a cúpula militar na mesma base, na qual Hegseth apresentou mudanças na estrutura e na cultura das Forças Armadas. Desta vez, afirmou que os oficiais que aceitaram as prioridades do governo permaneceram nos cargos.
Batizada de Projeto Meridian, a iniciativa terá Musk como um dos líderes, ao lado de Palmer Luckey, empresário do setor de tecnologia de defesa, e Newt Gingrich, ex-presidente da Câmara dos Representantes. O grupo deverá estudar a evolução dos conflitos e identificar tecnologias e capacidades militares consideradas necessárias para as próximas guerras.
Últimas: Elon Musk é nomeado por Pete Hegseth, secretário de Guerra dos EUA, para co-liderar o Projeto Meridian, iniciativa do Pentágono que estudará o futuro das guerras e as tecnologias necessárias para manter a superioridade militar dos Estados Unidos da América. pic.twitter.com/1yEUdWU0AV
— No Front Militar (@noFrontMilitar) September 30, 2026
O projeto reunirá especialistas em tecnologia, inovação e defesa. Segundo Hegseth, o objetivo é antecipar as características dos confrontos futuros e acelerar o desenvolvimento de ferramentas para as Forças Armadas. A iniciativa integra uma reorganização que também envolve sistemas autônomos e novas tecnologias militares.
No mesmo discurso, Hegseth anunciou uma redução de 20% nos cargos de generais e almirantes. O secretário apresentou o corte como parte de um esforço para diminuir a quantidade de postos de alta patente e concentrar recursos na preparação para conflitos e na capacidade operacional das tropas.
Hegseth também voltou a atacar políticas que, em sua avaliação, afastaram os militares de sua função principal. O discurso reuniu as mudanças de comando, a participação de empresários no planejamento tecnológico e anúncios de alterações no apoio religioso oferecido aos integrantes das Forças Armadas.