CTB manifesta solidariedade aos presos políticos saarauis em greve de fome

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) manifesta sua profunda solidariedade aos nove presos civis saarauis pertencentes ao grupo de Gdeim Izik, que estão em greve de fome por tempo indeterminado em prisões marroquinas. A entidade também expressa preocupação diante das condições de detenção e das denúncias de violações de direitos humanos enfrentadas pelos prisioneiros.

Detidos há 16 anos nas prisões de Ait Melloul 2, Tiflet 2 e Kenitra Central, no Marrocos, os nove presos iniciaram a greve de fome em 23 de setembro para reivindicar seu reagrupamento em uma única unidade prisional e a transferência para prisões localizadas no Saara Ocidental, mais próximas de suas famílias.

Segundo informações da Liga para a Proteção dos Presos Saarauis (LPPS), desde o início da mobilização os presos estariam submetidos a isolamento e impedidos de manter contato telefônico com seus familiares. A organização também denuncia condições de detenção consideradas incompatíveis com seus direitos fundamentais.

A CTB denuncia as violações de direitos humanos relatadas contra os presos civis saarauis, incluindo denúncias de tortura física e psicológica, longos períodos de isolamento, dificuldades de acesso à assistência médica e o não atendimento às reivindicações relacionadas à transferência para unidades prisionais próximas de suas famílias.

A situação é especialmente grave diante do caráter indeterminado da greve de fome, que coloca em risco a saúde e a vida dos manifestantes. Entre as reivindicações apresentadas estão o cumprimento de decisões e recomendações dos mecanismos das Nações Unidas relacionados aos casos, o respeito aos direitos das pessoas privadas de liberdade, o acesso adequado à assistência médica e a transferência para prisões próximas de seus familiares.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil se soma aos apelos dirigidos às Nações Unidas, ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e aos organismos internacionais de direitos humanos para que acompanhem a situação e atuem para garantir a integridade física e psicológica dos presos. A CTB também defende que organismos humanitários internacionais tenham acesso aos locais de detenção para verificar de forma independente as condições carcerárias e o estado de saúde dos grevistas.

Manifestamos nossa solidariedade a Mohamed Bani, Abdallah Abbah, Mohamed Lamine Haddi, Bachir Khadda, Sidi El Bachir Boutanguiza, Ahmed Sbai, Naâma Asfari, El Hassan Azaoui e Hassan Dah, bem como a seus familiares.

A CTB reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos humanos, da liberdade, da dignidade e da autodeterminação dos povos e conclama organizações sindicais, sociais e de direitos humanos a permanecerem atentas à situação dos presos políticos saarauis e às denúncias relacionadas às suas condições de detenção.

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