
A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) informou que não cederá a avenida Paulista para o evento que o PT pretendia realizar no domingo (4), durante a apuração do primeiro turno. A prefeitura afirma que uma determinação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) impede a realização de qualquer evento na via no fim de semana da votação. A informação foi publicada nesta terça-feira (29), na coluna Painel, da Folha de S.Paulo.
O partido havia solicitado o trecho em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), entre 17h e 22h, com expectativa de reunir até 10 mil pessoas para acompanhar a contagem dos votos. Segundo a administração municipal, o Diretório Estadual do PT já recebeu um ofício comunicando que o encontro não poderá ocorrer no local.
A prefeitura diz que a orientação do TRE-SP é manter a Paulista desimpedida em 3, 4, 24 e 25 de outubro, datas dos dois turnos e de suas vésperas. A justificativa apresentada é preservar o acesso e a circulação de eleitores, mesários, servidores, equipamentos e equipes de apoio à operação eleitoral. Segundo a gestão, a restrição vale para todos os eventos, incluindo os das campanhas de Lula e Fernando Haddad.

A medida também alcança o Programa Ruas Abertas, que fecha a Paulista para carros aos domingos. A portaria da Subprefeitura da Sé suspende o programa e as feiras autorizadas na região em 4 de outubro e, caso haja segundo turno, também no dia 25. O texto cita uma requisição do TRE-SP para abrir a avenida à circulação de veículos nos domingos de votação.
A caminhada do presidente Lula e de Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, permanece prevista para sábado (3), com percurso da rua Augusta à praça Roosevelt. O ato será o último dos dois antes do primeiro turno e tem expectativa de reunir 15 mil pessoas. A estrutura de palco e carro de som será instalada na praça.