“Protejam as crianças”: pastor bolsonarista é detonado por dizer que beijou boca da filha

O pastor Lucinho Barreto, da Igreja Batista da Lagoinha. Foto: Reprodução

O pastor Lucinho Barreto, integrante da Igreja Batista da Lagoinha e apoiador do senador Flávio Bolsonaro (PL), voltou a viralizar nas redes sociais após a circulação de um vídeo em que relata ter beijado a própria filha na boca.

O religioso tem sido detonado nas redes e chamado de pedófilo. O episódio também motivou a campanha “protejam as crianças” no X.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que os fatos foram apurados pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente, em Belo Horizonte.

Durante uma cerimônia transmitida pelo YouTube em 15 de abril de 2024, o religioso narrou que dizia à filha: “Nossa, que mulherão. Ai se eu te pego”. Ele contou que, em certa ocasião, aproveitou uma distração dela para beijá-la na boca e justificou: “Quando encontrar seu namorado, vou falar: você é o segundo. Eu já beijei”.

Na mesma pregação, Barreto afirmou ter uma relação “muito forte” com a filha e antecipou críticas ao relato. “Quem me ouve falar uma coisa dessa pensa besteira. Quem tem mente suja pensa coisa suja. Mas quem sabe de pureza, sabe do que estou falando aqui”, disse.

O episódio voltou a circular depois de outro vídeo do pastor ganhar repercussão por ataques a Nossa Senhora Aparecida durante um culto.

Filha defendeu pastor após repercussão do vídeo

Emily, filha de Lucinho Barreto, defendeu o pai nas redes sociais após a repercussão da gravação. Ela disse que não sofreu abuso e classificou as acusações como resultado de cortes e interpretações fora de contexto.

“Cortaram e fizeram loucuras com o trecho. Meu pai nunca me beijou de língua, nunca fez nada comigo. No máximo selinho de pai, mãe”, afirmou Emily. Ela também definiu o pai como “um bom exemplo de uma figura paterna maravilhosa”.

A Polícia Civil de Minas Gerais declarou que o caso ficou sob sigilo para proteger a menor e a família inicialmente envolvida. Não houve divulgação de novos boletins sobre o andamento ou eventual conclusão do inquérito.

As reações nas redes incluíram críticas à proximidade de Barreto com Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência pelo PL. Usuários também compartilharam trechos da pregação e questionaram a conduta descrita pelo pastor.

Veja a repercussão nas redes:

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