
Criadores de conteúdo, artistas e comunicadores progressistas lançaram uma carta de apoio à candidatura do presidente Lula (PT) à Presidência da República e apresentaram dez cobranças para a agenda de comunicação e tecnologia de um próximo governo. O documento defende regras para plataformas digitais, inteligência artificial e remuneração do trabalho criativo. Com informações de Folha de S.Paulo.
A iniciativa partiu de Biana, Thiago Guimarães e do Cria Coletivo. Entre os nomes que aderiram estão Nath Finanças, Camila Fremder, Rita Von Hunty, Sabrina Fernandes, Laura Sabino, Lauany Schultz e Orlando Calheiros.
Os organizadores afirmam que os signatários reúnem mais de 12 milhões de seguidores apenas no Instagram. A carta vincula o apoio eleitoral a uma pauta de participação de criadores na formulação de políticas públicas para o ambiente digital.
O texto ressalta que a adesão não elimina a independência dos participantes. “Nosso apoio não significa abrir mão da crítica, da cobrança ou da nossa autonomia”, afirmam os signatários.
Dez reivindicações para plataformas e inteligência artificial

Entre os compromissos reivindicados estão a transparência dos sistemas de recomendação usados pelas plataformas, a portabilidade de conteúdos e dados e o direito de escolha dos usuários sobre algoritmos. Os criadores também pedem regras de moderação mais claras e mecanismos de recurso para decisões das empresas.
A carta propõe proteção ao trabalho criativo diante do avanço da inteligência artificial. O documento cobra transparência sobre o uso de conteúdos no treinamento de sistemas de IA e medidas contra clonagens não autorizadas de voz, imagem e identidade.
Os signatários defendem ainda mudanças para melhorar a remuneração dos produtores de conteúdo, além de infraestrutura digital pública e aberta. A lista inclui políticas de soberania digital e ações de fortalecimento da comunicação de interesse público, como jornalismo, educação, ciência e cultura.
O décimo ponto propõe a criação de uma Mesa Permanente de Criadores Digitais na Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, por meio da Secretaria de Políticas Digitais. A ideia é incluir representantes do setor na elaboração e no acompanhamento de políticas ligadas a plataformas e inteligência artificial.