
O pai e os filhos atacaram projeto de Tabata Amaral e um deles foi condenado
Eduardo Bolsonaro sempre se elegeu também, é claro, com o voto das mulheres. Em 2021, o então deputado escreveu em rede social que a deputada Tabata Amaral era lobista de uma empresa de produtos de higiene.
Para o extremista, era como lobista que Tabata havia apresentado um projeto para que fosse feita distribuição gratuita de absorventes higiênicos a estudantes de famílias de baixa renda e a presidiárias.
Esse sujeito não será mais eleito pelo voto das mulheres por estar foragido nos Estados Unidos. Mas foi condenado pelo Supremo por sete votos a três a um ano de detenção por difamação contra a deputada. E vai pagar uma multa de pelo menos R$ 80 mil.
Tentem adivinhar quem votou pela condenação e pela absolvição. Votaram pela condenação Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

E votaram pela absolvição, em nome da liberdade de expressão, que para eles vale mais para todos da extrema direita do que até para jornalistas, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux.
Não precisa traduzir, mas o que importa nesse caso é ver o ataque à deputada no contexto do ataque a todas as mulheres pobres que não conseguem comprar absorventes.
O pai de Eduardo, então presidente da República, vetou o projeto de Tabata. E Flávio Bolsonaro defendeu o veto, como senador. Essa foi a manchete do jornal Metrópoles, que pensa com a cabeça da direita, em 8 de outubro de 2021:
“Flávio Bolsonaro defende o pai no caso dos absorventes alfinetando PT”
Tabata era e é deputada do PSB. O veto foi derrubado depois pelo Congresso. Este é o candidato deles a presidente da República, que tem ampliado o alcance no eleitorado feminino, segundo as últimas pesquisas. Nossa Senhora Aparecida está de olho.