A líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Jandira Feghali (RJ), publicou nesta sexta-feira (25) cópia do projeto de lei do bolsonarista Victorio Galli para acabar com o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
Segundo a parlamentar, o projeto (PL 2623/2007) foi arquivado por ser incompatível com o ambiente político da época.
“O projeto existiu. Foi de um deputado bolsonarista. Apoiador de Flávio Bolsonaro. Não vingou porque foi apresentado durante o governo Lula. Quem garante que não volte junto com outros retrocessos se não derrotarmos a extrema direita? NINGUÉM TOCA NA PADROEIRA NOSSA SENHORA APARECIDA”, escreveu no X a líder do PCdoB.
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O assunto, que passou a ser vinculado à campanha de Flávio Bolsonaro, viralizou negativamente nas redes sociais.
Com o apoio do filho 01 de Jair Bolsonaro, Galli é candidato a deputado federal por Mato Grosso pelo PP.
Após fracassar na tentativa de voltar à Câmara em 2018, o ex-deputado foi nomeado assessor especial da Presidência da República de Jair Bolsonaro.
Flávio tem sido obrigado a se manifestar sobre o assunto após seus apoiadores entrarem em confronto com a igreja católica.
É o caso do arcebispo emérito de Aparecida, Dom Orlando Brandes, que virou alvo de aliados do candidato do PL após pedir o voto dos católicos em candidatos que defendem a soberania do país.
Um vídeo dos bispos do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), Amazonas e Roraima, defendendo o voto consciente, a democracia, soberania do país e da Amazônia também viralizou no país.
“É importante a soberania do Brasil, a soberania da nossa Amazônia, a soberania de nossas riquezas e bens. A democracia, portanto, é um bem precioso a ser cuidado e garantido”, diz na gravação o bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus Dom Frei Samuel Ferreira.
Fora do ar no X
Em meio à polêmica, a assessoria de Comunicação da CNBB informou nesta sexta-feira (25) que está com dificuldades de acesso à conta oficial da instituição na plataforma X, @cnbbnacional.
“A CNBB já acionou o suporte da plataforma e está realizando os procedimentos necessários para recuperar o acesso ao perfil. As informações e comprovações solicitadas sobre a titularidade e a gestão da conta já foram encaminhadas”, diz o comunicado.
Enquanto a situação não for normalizada, a assessoria orienta que sejam considerados oficiais os demais canais de comunicação da CNBB (portal oficial, Instagram, Facebook, YouTube, TikTok e LinkedIn).