
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, nesta sexta-feira (25), de um jantar com empresários em São Paulo para reforçar seu compromisso com o controle das contas públicas em um eventual quarto mandato. A reunião ocorre a pouco mais de uma semana do primeiro turno das eleições de 2026.
Lula deve defender segurança jurídica e previsibilidade para os negócios diante de representantes de grandes empresas. O encontro está marcado para as 19h, no hotel Tivoli Mofarrej, e prevê espaço para perguntas dos convidados.
Foram chamados para o jantar os ministros Dario Durigan, da Fazenda; Miriam Belchior, da Casa Civil; Leonardo Barchini, da Educação; Bruno Moretti, do Planejamento; Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União; Wellington Lima e Silva, da Justiça; e Vinicius Carvalho, da Controladoria-Geral da União.
Também devem participar o presidente da Caixa, Carlos Vieira, e a presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, organiza o evento ao lado do coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho.

Jantar reunirá setores de varejo, infraestrutura e energia
A lista de convidados reúne empresários dos setores de varejo, seguros, construção civil, construção pesada, óleo e gás e infraestrutura. A campanha de Lula trata o encontro como sua principal iniciativa voltada ao setor produtivo na reta final antes do primeiro turno.
Interlocutores do presidente esperam uma fala mais enfática sobre equilíbrio fiscal, embora Lula não deva anunciar medidas específicas. A expectativa é que ele dê indicações mais claras sobre a condução da economia e sustente que não permitirá deterioração das contas públicas.
Lula já havia recebido 16 empresários e banqueiros no Palácio da Alvorada, em 31 de agosto. Na ocasião, participantes consideraram genéricas as referências do presidente aos rumos da política econômica, o que aumentou a pressão por respostas mais objetivas nesta nova rodada.
O presidente também deve abordar a crise no Supremo Tribunal Federal e apresentar pontos que defende para uma reforma do Judiciário. Aliados avaliam que parte dos empresários convidados ainda tem dúvidas sobre a economia em um eventual novo governo Lula e não apoia necessariamente a candidatura de Flávio Bolsonaro.