Na agenda oficial do Palácio do Planalto, não consta visita do então advogado de Daniel Vorcaro, Walfrido Warde, em 22 de janeiro de 2025. Seu nome aparece uma única vez, em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Warde teria participado de uma palestra no gabinete do então vice-presidente, Hamilton Mourão, hoje senador pelo Republicanos do Rio Grande do Sul, como presidente do Instituto para a Reforma das Relações entre Estado e Empresa (Iree).
A informação foi revelada pela coluna de Igor Gadelha, no site Metrópoles e contradiz a conversa entre o advogado e seu então cliente, segundo a qual ele teria estado com Lula em 22 de janeiro de 2025.
Na ocasião, segundo Warde, ele teria entregado um uísque ao presidente. O advogado também teria tentado articular reuniões entre os dois. Tais informações foram publicadas em O Globo, pela colunista Malu Gaspar.
Ao jornal Folha de S.Paulo, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República negou que Lula tenha recebido presentes ou enviado recados para Vorcaro.
Mesmo enrolado dos pés à cabeça com o caso Master e com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro se apegou à frágil acusação para desviar o foco de si e tentar jogar o escândalo no colo de Lula. Para tanto, pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça — nomeado por Jair Bolsonaro e cuja atuação parcial vem atiçando ainda mais a crise entre membros da corte — para investigar a denúncia.
A própria trajetória do banqueiro e de sua instituição — ele preso, ela liquidada — durante o governo Lula demonstram quem, de fato, tomou medidas para desbaratar o caso e quem tentou, de toda forma, se beneficiar dos recursos do “irmãozão”.
Com agências
(PL)