Netanyahu sofre humilhação diplomática com debandada recorde na ONU

Netanyahu na ONU

Dezenas de delegados deixaram o plenário da Assembleia Geral da ONU nesta quinta-feira (24) quando o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, subiu à tribuna para fazer seu discurso.

O episódio ocorreu em meio à crescente pressão internacional sobre Israel e às críticas à sua atuação no Oriente Médio. Antes do discurso de Netanyahu, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, havia elogiado a decisão do Reino Unido de proibir o comércio com assentamentos israelenses ilegais.

Em Nova York, manifestantes se reuniram na Union Square usando camisetas com a frase “salvem a democracia israelense” e carregando bandeiras de Israel.

Ao iniciar sua fala, Netanyahu reagiu à saída dos delegados. “Se houver outros covardes morais que ainda não deixaram este salão, por favor, façam isso”, afirmou.

O genocida israelense voltou a defender os ataques contra o Irã e afirmou que “estaríamos todos mortos” se Israel e os Estados Unidos não tivessem atacado o país e destruído suas instalações nucleares.

Netanyahu também recuperou um discurso feito 14 anos atrás, no mesmo plenário da ONU, quando afirmou ter traçado uma “linha vermelha” e prometido impedir que o que chamou de “ditadura assassina” do Irã desenvolvesse armas nucleares.

Segundo ele, atacar o Irã foi uma das “decisões mais fáceis” que tomou como primeiro-ministro.

Netanyahu acusa países de hipocrisia

O premiê israelense afirmou ainda que Israel estaria defendendo justamente alguns dos países cujos representantes abandonaram o plenário durante sua entrada.

Ele acusou esses governos de “hipocrisia” e afirmou que alguns de seus líderes teriam agradecido Israel, em conversas privadas, pela destruição das instalações nucleares iranianas.

“Eles nos agradeceram em particular por eliminar as armas nucleares do Irã”, falou. Netanyahu também reagiu às acusações de colonialismo feitas por países como Reino Unido e França em relação à atuação israelense em Gaza.

“Eles inventaram o termo. Suas colônias abrangem o globo inteiro. Colonialismo, vamos parar com isso”, afirmou.

A saída dos delegados ocorreu enquanto Netanyahu caminhava até a tribuna e foi registrada em vídeos. Foi uma retirada coletiva de dezenas de representantes, enquanto poucos setores da plateia permaneciam no local e aplaudiam timidamente o criminoso de guerra.

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