Presidente da CTB defende projeto nacional de desenvolvimento, valorização do trabalho e fortalecimento do Estado brasileiro
O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, convocou a classe trabalhadora e os diferentes segmentos da sociedade brasileira a participarem ativamente das eleições e da disputa pelos rumos do país. Em mensagem divulgada nesta quarta-feira (23), o dirigente afirmou que o Brasil vive uma “encruzilhada histórica” e que o processo eleitoral coloca em debate projetos distintos para o futuro da nação.
Para Adilson, está em jogo a defesa da soberania nacional, do patrimônio público e dos direitos sociais. O presidente da CTB criticou propostas que, segundo ele, representam a abertura de setores estratégicos da economia brasileira ao capital estrangeiro, além da privatização de empresas públicas e do enfraquecimento de políticas sociais.
Entre os setores citados pelo dirigente estão a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Adilson também destacou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente para a população que mais depende dos serviços públicos.
“O Brasil se encontra diante de uma encruzilhada histórica. E, a bem da verdade, essas eleições, mais do que qualquer outra, será um momento decisivo para nossa subsistência, sobremaneira para nossa sobrevivência”, afirmou.
Soberania e desenvolvimento nacional
Na avaliação do presidente da CTB, a defesa da soberania brasileira deve estar no centro do debate eleitoral. Adilson classificou como uma perspectiva de “neocolonização” o projeto que, segundo ele, poderia ampliar a dependência do Brasil em relação aos interesses dos Estados Unidos.
“Transformar o Brasil num quintal dos Estados Unidos da América seria um precedente muito grave para nossas vidas”, declarou.
Como alternativa, o dirigente defendeu um Projeto Nacional de Desenvolvimento (PND) articulado a um programa de valorização do trabalho e dos trabalhadores.
Para Adilson, o desenvolvimento do país passa pela distribuição de renda, pela redução dos juros, pela valorização dos salários e pela retomada da capacidade produtiva nacional. O presidente da CTB também destacou a necessidade de avançar na reindustrialização brasileira como caminho para ampliar a oferta de empregos de qualidade.
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem empreendido muitos esforços. É o presidente que segue ambicionado em defender o SUS, em fazer com que o Brasil possa cada vez mais distribuir a riqueza, desconcentrando dos ricos, diminuindo os juros e apresentando uma política de valorização do trabalho e do trabalhador”, afirmou.
Unidade da classe trabalhadora
Adilson Araújo ressaltou que a construção de um projeto nacional deve envolver diferentes setores da sociedade. Em sua fala, mencionou povos indígenas, comunidades tradicionais, quilombolas, negros e negras e trabalhadores como parte de uma ampla frente social em defesa de um Brasil mais justo.
O dirigente também criticou setores que, segundo ele, atuam em defesa da apropriação dos recursos públicos e de interesses privados em detrimento da maioria da população.
“A dignidade da nossa vida está nas nossas mãos”, afirmou.
Para o presidente da CTB, a participação popular é elemento fundamental da democracia e da construção de um projeto de país.
“Nós sabemos que o exercício da democracia é uma construção coletiva, da qual a sociedade, o povo tem participação direta e decisiva”, disse.
Ao concluir a mensagem, Adilson defendeu a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras e manifestou apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva.
“Esse exercício é o exercício que pode transformar o Brasil naquilo que nós almejamos, um Brasil dos nossos sonhos, um Brasil fraterno, igualitário, próspero, um Brasil da dignidade. Isso certamente depende de você”, afirmou.
O presidente da CTB encerrou a mensagem convocando a participação eleitoral: “No dia 4 de outubro, faz o L, Lula presidente, estamos juntos.”