A reação de Elon Musk à “liderança” de Flávio Bolsonaro nas apostas da Polymarket

A postagem de Elon Musk e o senador Flávio Bolsonaro. Fotomontagem: Reprodução/X

O empresário Elon Musk reagiu com “wow” à disparada do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Polymarket, plataforma internacional de mercado de previsões. Um perfil pago divulgou os números que colocam o bolsonarista à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na Polymarket, Flávio Bolsonaro tinha 58% de probabilidade de se tornar o próximo presidente da República na atualização da noite de domingo (20). Lula aparecia com 42%, enquanto os demais nomes registravam percentuais inferiores a 1%.

A Kalshi indicava cenário semelhante: 59% de probabilidade para Flávio Bolsonaro e 42% para Lula. Renan Santos, do Missão, figurava com 0,8%; Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) tinham menos de 0,1% cada.

Os percentuais exibidos pelas duas plataformas não equivalem a pesquisas eleitorais. Eles variam conforme negociações de usuários que compram e vendem contratos vinculados a resultados futuros.

Mercados de previsão não seguem metodologia de pesquisa eleitoral

Kalshi e Polymarket operam mercados de previsão, nos quais participantes apostam dinheiro real — frequentemente com uso de criptomoedas — em acontecimentos políticos, econômicos e esportivos. O preço dos contratos reflete a procura dos apostadores por cada resultado.

Flávio Bolsonaro aparece 16 pontos percentuais à frente de Lula. Foto: Divulgação/Polimarket

Esse mecanismo não usa amostragem representativa da população, entrevistas ou critérios estatísticos adotados por institutos de pesquisa. Por isso, a probabilidade negociada nas plataformas não mede intenção de voto declarada.

Renan Santos aparecia com 1% na Polymarket. Ronaldo Caiado, o escritor Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema tinham menos de 1% de chance, conforme a cotação disponível na mesma atualização.

Em abril, o Conselho Monetário Nacional aprovou uma resolução que proíbe, no Brasil, a oferta e a negociação de apostas em temas políticos, eleitorais, sociais, culturais e de entretenimento por plataformas de mercados preditivos.

A regra alcança contratos do tipo “sim ou não”, modelo usado por Kalshi e Polymarket, e permite operações apenas sobre eventos econômicos, a depender dos critérios da Comissão de Valores Mobiliários.

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