Estupro e assassinato: deputada do PSOL denuncia ameaças e ataques à PF

deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ). Foto: Reprodução

A deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ) acionou a Polícia Federal para investigar oito ameaças de morte e outras mensagens de conteúdo racista e sexualmente violento que recebeu desde o início de seu mandato, em 2019.

“Desde 2019, com a minha eleição a deputada estadual, recebo ameaças de cortes e ofensas racistas e misóginas. São diversos ataques covardes, principalmente no ambiente online, onde os agressores se sentem confortáveis e protegidos pelo anonimato”, disse a parlamentar.

Ela afirmou que entregou um dossiê com todas as ameaças e ataque à Polícia Federal. “Sou uma mulher negra, deputada eleita pelo voto popular, defensora dos direitos humanos, e a minha luta não será silenciada”, prosseguiu.

A parlamentar protocolou uma notícia-crime na Coordenadoria de Repressão aos Crimes Cibernéticos e de Ódio da PF. Ela pediu a apuração dos ataques e da possível participação de grupos organizados.

Parte das ameaças chegou por serviços de comunicação anônimos hospedados fora do Brasil. A origem das plataformas motivou o pedido para que a investigação fique sob responsabilidade federal.

A identificação dos autores pode exigir mecanismos de cooperação internacional, diante do uso de serviços sediados no exterior para o envio das mensagens.

Em vídeo no Instagram, ela leu o teor de algumas mensagens, que citavam “estupro”, assassinato e humilhação. “Sua vida, sua honra, seu corpo. Tudo vai ser destruído”, diz um dos ataques.

Veja:

Polícia Civil também recebeu denúncia

Renata também levou os casos à Polícia Civil, que recebeu as denúncias relacionadas às ameaças e às mensagens direcionadas à deputada.

Uma apuração preliminar de organismos de Direitos Humanos apontou a possibilidade de que uma parte das mensagens tenha ligação com grupos que se autodenominam fascistas, segundo a coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo.

A notícia-crime apresentada à PF reúne os episódios e solicita que a corporação investigue a autoria das mensagens, os meios usados para enviá-las e eventual atuação coordenada.

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