
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (15) que pretende levar a autoridades dos Estados Unidos registros da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possível abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes. Segundo ele, o material será usado em uma tentativa de provocar uma nova rodada de sanções contra autoridades brasileiras. Com informações do Estadão.
“Tudo registrado e pronto para expor em DC onde, se Deus quiser, se iniciará uma nova rodada de sanções”, escreveu Eduardo nas redes sociais. Na publicação, ele atacou Moraes e também fez críticas a Gilmar Mendes e Flávio Dino por suas intervenções durante a sessão.
A declaração antecede reuniões que Eduardo pretende realizar em Washington nesta semana. O ex-deputado já havia anunciado uma nova investida nos Estados Unidos para discutir a possibilidade de retomar punições com base na Lei Global Magnitsky. Os nomes dos participantes dos encontros não foram divulgados.
🇧🇷 🇺🇸 DINO SE SURPREENDE COM POSSIBILIDADE DE SER SANCIONADO PELOS EUA
A única coisa ilegítima, Dino, é o sequestro do tribunal constitucional por indivíduos que integram uma organização criminosa que, agora, usam dos poderes totalitários que conseguiram para tentarem protegerem… pic.twitter.com/hEazUMyTqf
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) September 15, 2026
Moraes chegou a ser alvo de sanções do governo estadunidense em 2025, assim como sua mulher, Viviane Barci de Moraes, e o Instituto Lex. As medidas foram retiradas posteriormente. Eduardo tenta convencer integrantes do governo de Donald Trump de que os novos episódios envolvendo o STF justificariam a retomada das punições.
O movimento ocorre enquanto Eduardo responde no Supremo por sua atuação nos Estados Unidos para pressionar autoridades estrangeiras a impor medidas contra o Brasil e integrantes do Judiciário. Paralelamente, seu irmão Flávio Bolsonaro é investigado em uma das frentes relacionadas ao Banco Master e ao financiamento do filme “Dark Horse”.
A sessão desta terça não julgou eventual culpa de Moraes. Os ministros discutiram os procedimentos para analisar o relatório da Polícia Federal sobre as mensagens entre o ministro e Daniel Vorcaro e os pedidos relacionados às apurações de Moraes e André Mendonça. O encontro foi marcado por fortes confrontos entre integrantes da Corte.