A União Nacional dos Estudantes (UNE) realiza, no dia 16, um ato em defesa da democracia, da Constituição e do Estado de Direito, além de reivindicar reformas estruturais e um novo ciclo de desenvolvimento para o Brasil. A manifestação será realizada no Largo São Francisco, em São Paulo, e deverá reunir representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), entidades estudantis, movimentos sociais, juristas, intelectuais e organizações da sociedade civil.
A mobilização havia sido convocada inicialmente para apresentar propostas de reformas estruturais destinadas a enfrentar problemas econômicos, sociais e institucionais do país. A iniciativa também tem como objetivo discutir a construção de um programa para um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Diante da crise institucional que passou a mobilizar diferentes setores da sociedade civil, a presidenta da UNE, Bianca Borges, decidiu ampliar a pauta da manifestação. O ato também passou a ter como eixo a defesa da democracia, da Constituição e do Estado de Direito, em meio aos recentes conflitos e questionamentos envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a manifestação, serão apresentados dois manifestos. Um deles será dedicado à defesa de reformas estruturais no país, enquanto o segundo tratará da defesa da democracia. Os documentos serão lidos publicamente durante o ato.
Entre os apoiadores do manifesto pelas reformas estão integrantes da direção nacional do MST, incluindo João Paulo Rodrigues, além de Frei David, da Educafro, o ex-ministro Almino Affonso, Sheila Carvalho, a jurista Kenarik Boujikian, o geólogo Guilherme Estrella, o ex-ministro José Dirceu e o economista Luiz Gonzaga Belluzzo. O texto também conta com apoio de representantes de movimentos sociais, setores jurídicos, educação, cultura e outras áreas da sociedade civil.
Entidades jurídicas também participarão da manifestação. Entre elas está o Grupo Prerrogativas, coordenado pelo jurista Marco Aurélio de Carvalho.
A mobilização terá também caráter nacional. No mesmo dia do ato em São Paulo, faculdades de Direito de diferentes regiões do país realizarão leituras do manifesto em defesa da democracia. A iniciativa é organizada pela Federação Nacional dos Estudantes de Direito (Fened).
Segundo Bianca Borges, a defesa das instituições democráticas e a discussão sobre um projeto de desenvolvimento para o país devem ser tratadas conjuntamente. Para a presidenta da UNE, a preservação da democracia é uma condição para a construção de um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social.
A manifestação ocorre em um momento de tensão institucional, com diferentes entidades jurídicas, movimentos sociais e organizações estudantis se posicionando sobre a crise envolvendo o STF. Para os organizadores, o ato pretende combinar a defesa das instituições democráticas com a apresentação de propostas para mudanças estruturais no país.
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