Tarcísio minimiza caso Master e diz que ele “não afeta” sua campanha

Daniel Vorcaro e Tarcísio de Freitas. Foto: Reprodução

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), minimizou o caso Master e afirmou que a investigação não deve afetar sua campanha à reeleição. Em entrevista ao “SP1”, da TV Globo, ele também defendeu uma apuração ampla do caso, que alcança diferentes autoridades, entre elas o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu apoiado na disputa presidencial.

“Eu acho que não afeta. A gente tem defendido desde o primeiro momento uma investigação ampla. As pessoas precisam ter noção do que está acontecendo”, disse Tarcísio ao responder sobre os possíveis efeitos eleitorais do escândalo.

O governador afirmou que o país vive uma “exaustão ética” e que parte do eleitorado está descrente da política. Para ele, a responsabilização dos envolvidos depende do fim do que chamou de corporativismo e silêncio diante de casos sob investigação.

“A gente precisa sair daquela fase do corporativismo, aquela fase do silêncio para ingressar numa fase de transparência, de apuração, de responsabilização”, declarou. Tarcísio sustentou que as informações precisam vir a público para que os eleitores decidam seus votos.

Tarcísio de Freitas durante entrevista no estúdio do SP1
Tarcísio de Freitas conversa com Alan Severiano no estúdio do “SP1”. Foto: Reprodução

Tarcísio promete mudanças na fiscalização da ViaMobilidade

Na mesma entrevista, Tarcísio disse que seu governo revê pontos do contrato com a ViaMobilidade, concessionária que opera as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda. As duas linhas registram falhas recorrentes no sistema metropolitano de trens.

Ele atribuiu parte dos problemas à infraestrutura herdada, como sistemas antigos de sinalização, mas reconheceu a existência de deficiências que o governo não aceita. “A gente está revendo uma série de questões no contrato da ViaMobilidade. A gente deve fazer um grande arranjo”, afirmou.

O governador destacou que a atual gestão não licitou o contrato, firmado no governo anterior, e disse que cabe agora ao estado regular a operação. Ele informou que o governo continuará a cobrar melhorias da empresa e pretende reforçar a fiscalização sobre a execução do serviço.

Tarcísio afirmou que verificadores independentes passarão a auxiliar na análise de falhas e na aplicação de eventuais sanções. “É um agente externo que vai nos ajudar, com especialistas, a fazer essas apurações e robustecer os processos de apuração de falhas e de aplicação das sanções”, disse.

Questionado sobre o déficit de fiscais e o baixo pagamento de multas por concessionárias de transporte sobre trilhos, ele afirmou que muitas penalidades enfrentam contestações administrativas e judiciais. Segundo Tarcísio, o problema também ocorre em concessões federais.

O governador citou uma nova lei estadual que, segundo ele, ampliou a autonomia orçamentária e financeira das agências reguladoras, incluindo a Arsesp. Tarcísio disse ainda que o estado autorizou contratações para esses órgãos e prevê abrir novas vagas para reforçar o quadro técnico.

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