VÍDEO – Malu Gaspar tenta atacar Moraes e recebe aula ao vivo de colega na GloboNews

Camila Bomfim e Malu Gaspar no “GloboNews Radar” desta terça (15). Foto: Reprodução

Durante a transmissão do programa “GloboNews Radar” desta terça (15), a jornalista Malu Gaspar disse que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) estava “se colocando no processo eleitoral” ao acusar André Mendonça de mandar investigá-lo com viés político. Ela disse que não entendeu a fala do magistrado e teve que receber esclarecimentos óbvios de Camila Bomfim, sua colega. 

“Ele se coloca na cena eleitoral quando diz que Mendonça queria acusá-lo com objetivos eleitorais. Então ele é participante do processo eleitoral? Isso não fica claro”, disse Malu Gaspar. A declaração ocorreu após a discussão entre os dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante sessão da Corte.

A jornalista Camila Bomfim respondeu que Moraes tratava do momento em que Mendonça teria levantado o assunto. “Nesse ponto ele fala do timing, que André Mendonça escolha um tempo, um tempo mais próximo da eleição, sendo que ele já sabia disso antes”, afirmou.

Malu insistiu e disse: “Então o André Mendonça faz isso porque acha que Moraes tem um papel eleitoral. Eu não entendi o argumento dele”. Camila explicou que Mendonça poderia influenciar as eleições ao falar de Moraes.

“O argumento dele é que Mendonça poderia influir eleitoralmente ao falar de Moraes, que é uma figura combatida pelo bolsonarismo e associada ao governo Lula”, completou. Malu ainda disse que o magistrado é “uma figura associada ao governo Lula”.

Discussão entre Moraes e Mendonça ocorreu em sessão do STF

A discussão no STF começou quando o ministro Gilmar Mendes chamou de “vexame” e “falta de noção” a decisão que afastou Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. Moraes e Mendonça passaram a discutir o caso durante a sessão.

Moraes afirmou ter testemunhas de uma reunião em que Mendonça teria pedido sua inclusão em uma investigação da PF. “Quem tem medo da Polícia Federal? Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que colocasse um colega na colaboração premiada?”, questionou o ministro.

Ao ouvir Moraes mencionar a possibilidade de chamar testemunhas, Mendonça interrompeu: “É mentira”. Moraes rebateu que não havia “nenhum documento apócrifo” e disse que os relatórios de inteligência estavam registrados, defendendo que o STF ouvisse também advogados que se dispuseram a falar.

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