Fábio Faria quer processar sites que falaram sobre festas de Vorcaro; entenda

Fábio Faria em audiência na Câmara dos Deputados
Fábio Faria em audiência na Câmara dos Deputados sobre conectividade na Amazônia. Foto: Reprodução

O ex-ministro das Comunicações Fábio Faria prepara ações judiciais contra sites e personalidades que, segundos seus advogados, atribuíram a ele condutas falsas a partir de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, segundo a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo. A reação ocorre após a divulgação das conversas sobre uma festa privada em São Paulo.

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro indicam que Faria ajudou o anfitrião a convidar autoridades para uma festa de Halloween realizada em outubro de 2023. O evento teria reunido 120 mulheres e 20 homens.

A defesa de Faria alega que ele apenas repassou convites a pedido de Vorcaro. Entre as autoridades mencionadas nas conversas estão os senadores Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco e o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

Os advogados afirmam que Faria conhecia Vorcaro havia somente 15 dias quando trocaram as mensagens. Eles também apontam agendas oficiais, registros de voos da FAB e informações sobre voos oficiais como elementos que indicariam que nenhuma das autoridades citadas esteve na festa.

Defesa cita impacto sobre a família de Fábio Faria

Mensagens entre Fábio Faria e Daniel Vorcaro. Foto: Reprodução

A decisão de levar o caso à Justiça decorre da repercussão das publicações sobre as mensagens. Um interlocutor do ex-ministro afirmou que relatos e insinuações extrapolaram o conteúdo das conversas e tiveram “consequências graves para a familia” de Faria.

Faria comandou o Ministério das Comunicações no governo de Jair Bolsonaro. Ele é casado há 19 anos com a apresentadora Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos e uma das donas do SBT.

Além das ações contra veículos e personalidades, Faria orientou seus advogados a mapear perfis que produziram memes ou ampliaram a circulação de postagens que ele considera falsas.

O levantamento também deve identificar publicações impulsionadas com pagamento. A defesa pretende usar esse mapeamento para definir quais perfis e conteúdos entrarão nas medidas judiciais.

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