Flávio Bolsonaro mira voto útil da direita e acha que pode vencer Lula no 1º turno; entenda

Flávio Bolsonaro durante manifestação na Avenida Paulista
Flávio Bolsonaro durante manifestação na Avenida Paulista em 7 de setembro. Foto: Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu concentrar esforços na atração do voto útil de eleitores da direita para tentar derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já no primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro.

A estratégia ganhou força após um tracking de uso interno indicar larga vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula em uma eventual disputa de segundo turno. O levantamento levou a equipe a mirar, principalmente, os votos hoje atribuídos a Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Renan Santos (Missão).

O objetivo é reduzir a dispersão de candidaturas à direita e ampliar o desempenho do senador no primeiro turno. A campanha avalia que uma migração desses eleitores poderia eliminar a necessidade de uma nova rodada de votação.

O mesmo tracking apontou um dado adverso para o bolsonarista: a maioria dos entrevistados acredita que Lula será reeleito. Uma parcela maior também considera que o presidente faz a melhor campanha eleitoral na televisão.

Agregador mantém Lula à frente no primeiro e no segundo turno

Dados do agregador de pesquisas do UOL, atualizados após a divulgação do Datafolha, colocam Lula com 38,7% das intenções de voto no primeiro turno, ante 33,5% de Flávio Bolsonaro. A diferença entre os dois é de 5,2 pontos percentuais.

Lula, Flavio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Fotomontagem: Aldara Zarraoa/Getty Images; Maira Erlich/Bloomberg; Divulgação; Gabriel Pinheiro / CNI; Fotografia MPF

Augusto Cury aparece com 6,6% e registra tendência de alta na média ponderada das últimas semanas. Caiado e Renan Santos estão empatados, com 3,7% cada, faixa de eleitores que se tornou alvo prioritário da ofensiva da campanha de Flávio.

No cenário de segundo turno compilado pelo agregador, Lula marca 44,8% e Flávio Bolsonaro, 43,8%. A distância de um ponto percentual difere da vantagem ampla apontada pelo tracking interno da campanha do senador.

O agregador reúne pesquisas de intenção de voto registradas no Tribunal Superior Eleitoral desde janeiro de 2026. A ferramenta combina levantamentos de diferentes institutos e atualiza as médias conforme novas sondagens entram na base.

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