Organograma aponta “Mário” como sócio de produtora de ‘Dark Horse’

Cronograma apreendido pela polícia em que ‘Mario’ aparece como sócio da Go Up USA. Foto: Reprodução

Um organograma apreendido pela Polícia Civil de São Paulo no inquérito do caso “Dark Horse” aponta uma pessoa identificada apenas como “Mário” como sócia da Go Up USA, empresa ligada à produção do filme sobre Jair Bolsonaro (PL). O documento traz uma seta abaixo do nome da companhia americana com a anotação “sócio Mário”. Com informações da coluna do Artur Rodrigues no UOL.

Os investigadores recolheram o papel durante a Operação Wi-Fi Livre SP, que apura suspeitas envolvendo um contrato superior a R$ 100 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB). Karina, presidente do instituto, figura como única sócia formal da Go Up Entertainment no Brasil.

O organograma não informa o sobrenome de “Mário” nem identifica quem o produziu. O material aparece entre documentos atribuídos ao “local 03”, endereço associado em decisão judicial a Karina, no Jardim Maracanã, na Brasilândia, zona norte da capital paulista.

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) escreveu o roteiro de “Dark Horse” e mantém relações documentadas com Karina e suas organizações. Procurado para comentar a investigação e a referência no organograma, Frias ainda não havia respondido.

O deputado federal Mário Frias. Foto: Divulgação

Ao retirar o sigilo do caso nesta segunda-feira (13), o ministro Flávio Dino mencionou a hipótese de que Frias ocuparia posição de liderança na “suposta arquitetura criminosa” investigada. O despacho também descreve o deputado como “participante ativo da engrenagem financeira” do filme e cita movimentações consideradas incompatíveis com sua capacidade econômica declarada.

No desenho apreendido, a inscrição “GOUP BR” se liga à “GOUP USA”. A folha também contém referências a Karina, ICB, Academia Nacional de Cultura, “contrato social”, “distribuição”, “lucro” e “eleição”, sem explicação sobre o sentido dessas conexões.

Michael Davis consta oficialmente como sócio da Go Up nos Estados Unidos. Frias destinou emendas parlamentares ao ICB e contratou, em sua campanha eleitoral de 2022, outra empresa controlada pela produtora ligada ao longa sobre Bolsonaro.

O inquérito inclui ainda um recibo que registra o pagamento de R$ 7,7 mil de Mário Luis Frias à Complexys, em dezembro de 2025, pelo licenciamento de um sistema de CRM político. A empresa atuou como subcontratada do ICB no contrato de wi-fi e também prestou serviços ao gabinete do deputado.

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