Operação especial leva substância experimental para tratar Lito Sousa

Lito Sousa
O influenciador e piloto Lito Sousa. Foto: Reprodução

Uma operação especial no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, liberou em poucos minutos uma substância experimental destinada ao influenciador e piloto Lito Sousa, de 59 anos, e a transportou de helicóptero para o Hospital Israelita Albert Einstein. A mobilização buscou preservar o potencial terapêutico do produto, que diminui rapidamente com o passar das horas.

A carga chegou ao Brasil na noite de sexta-feira (11), em um Boeing 787-9 da American Airlines procedente de Nova York, nos Estados Unidos. A Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) planejaram antecipadamente o despacho aduaneiro para reduzir o tempo entre o pouso e a entrega ao hospital.

O composto se chama ALN-6457 e é desenvolvido pela empresa norte-americana Regeneron Pharmaceuticals. Ele ainda não iniciou formalmente estudos em seres humanos e não tem registro comercial nem representante legal no Brasil.

O Einstein solicitou a importação depois de Lito ser aceito em um programa de uso compassivo, modalidade que permite acesso a tratamentos experimentais em situações específicas. O hospital acompanha o piloto, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob.

Após a retirada do porão do Boeing, a carga não seguiu o fluxo logístico convencional do aeroporto. As equipes a encaminharam diretamente a um helicóptero Airbus H130 que aguardava no terminal executivo de Guarulhos.

O H130 decolou rumo ao Einstein e eliminou as etapas intermediárias do transporte por terra. A estratégia encurtou o intervalo entre a entrada da substância no país e sua disponibilidade para uso hospitalar.

A Receita Federal afirmou que a rapidez no desembaraço aduaneiro era necessária diante da urgência de utilização do produto. A operação reuniu o órgão, a Anvisa e os responsáveis pelo transporte aéreo antes mesmo da chegada do voo internacional.

A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma condição cerebral degenerativa, de progressão rápida e fatal na maior parte dos casos. Ela decorre do acúmulo de proteínas anormais, os príons, no cérebro, e os tratamentos para a enfermidade ainda permanecem em fase de estudos.

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