

Fachin rejeitou pedidos para adiar a sessão
A divulgação dos diálogos abriu uma crise no STF e levou ministros aposentados a divulgarem uma carta em defesa de uma sessão pública. O presidente da Corte, Edson Fachin, restringiu a pauta de terça-feira ao caso de Moraes e remarcou para 23 de setembro a análise de uma eventual conduta irregular atribuída a Mendonça.
Ministros próximos a Moraes pressionaram pelo adiamento ou pelo cancelamento da sessão extraordinária. O grupo defendia que um pedido de apuração apresentado por Moraes contra Mendonça entrasse na pauta na mesma data, para que os dois temas fossem examinados conjuntamente.
Aliados de Moraes sustentam que Mendonça divulgou dados de forma seletiva ao levantar o sigilo relacionado ao Banco Master. Eles também alegam que o volume de documentos enviado no processo não permitiria uma análise adequada até a data marcada e citaram a proximidade das eleições de outubro como razão para postergar o debate.
Fachin recusou os pedidos e manteve a sessão na terça-feira (15). Há expectativa de que algum ministro proponha restringir o acesso do público logo no início; se o plenário rejeitar essa hipótese, um pedido de vista poderá adiar a decisão sobre a abertura do inquérito.