Aos 20 anos, Brics avança como pilar do mundo multipolar

O Brics chega aos 20 anos ampliando a força do Sul Global contra o unilateralismo, o protecionismo e o domínio ocidental sobre a governança mundial. Consolida-se como pilar do incontornável mundo multipolar. A 18ª Cúpula do bloco, realizada em Nova Déli neste fim de semana, 12 e 13 de setembro, marca uma virada histórica: economias antes tratadas como periferia passaram a disputar poder, recursos e capacidade de decisão no centro do sistema internacional.

Declaração de Nova Déli, aprovada neste sábado (12), mostra que o Brics já não aceita ocupar uma posição subordinada nas instituições criadas sob hegemonia dos Estados Unidos e de seus aliados. O documento exige reformas na ONU, no Fundo Monetário Internacional, no Banco Mundial e na Organização Mundial do Comércio, além de condenar sanções unilaterais, barreiras comerciais e práticas coercitivas incompatíveis com o direito internacional.

A reunião ocorre sob o tema “Construindo resiliência, inovação, cooperação e sustentabilidade”. A proposta expressa uma necessidade concreta: criar instrumentos capazes de proteger os países em desenvolvimento contra crises, guerras comerciais, chantagens financeiras e interrupções deliberadas nas cadeias de suprimento.

A transformação é evidente. O Brics deixou de ser uma sigla cunhada nos escritórios do mercado financeiro para designar economias promissoras e tornou-se uma força política organizada. O que nasceu como categoria de investimento foi apropriado pelos próprios países emergentes e convertido em plataforma de soberania, cooperação e contestação à velha hierarquia internacional.

Da periferia econômica à disputa pela distribuição do poder mundial

A articulação política entre Brasil, Rússia, Índia e China começou em 2006. A primeira cúpula de chefes de Estado e de governo foi realizada em 2009, e a entrada da África do Sul, em 2011, acrescentou ao grupo uma dimensão continental decisiva.

Duas décadas depois, o Brics ampliado reúne países com enorme peso demográfico, energético, territorial, agrícola, industrial e tecnológico. A expansão levou para dentro do mecanismo novas regiões e fortaleceu sua capacidade de falar em nome de demandas históricas do Sul Global.

Esse crescimento não ocorreu por acaso. Ele expressa o desgaste de uma ordem na qual poucas potências estabelecem as regras, controlam os principais organismos financeiros e recorrem a tarifas, bloqueios e sanções sempre que seus interesses são contrariados.

A atratividade do Brics está justamente em oferecer um espaço de articulação sem exigir submissão política, alinhamento militar ou abandono das estratégias nacionais de desenvolvimento. Seus princípios de soberania, igualdade, inclusão, abertura e benefícios compartilhados contrastam com as relações assimétricas mantidas durante décadas pelas antigas potências coloniais.

O grupo não precisa reproduzir o modelo dos blocos ocidentais, estruturados em torno de uma potência central e de aliados subordinados. Sua força pode vir de outra lógica: a convivência entre diferentes sistemas políticos e trajetórias históricas, unidos pela recusa em aceitar que um pequeno núcleo de países continue determinando sozinho os rumos da economia mundial.

A diversidade como arma contra o domínio imperialista 

A diversidade do Brics costuma ser apresentada por seus críticos como fraqueza. Na realidade, ela pode ser uma de suas principais vantagens. O bloco mostra que a cooperação internacional não exige uniformidade ideológica nem obediência a um centro de comando.

Seus membros possuem interesses nacionais próprios, mantêm alianças diferentes e nem sempre concordam sobre as crises internacionais. O consenso que sustenta o agrupamento está em outro ponto: nenhum país deve ser obrigado a renunciar à sua soberania para participar da economia global.

Essa concepção desafia diretamente a prática imperial de dividir o mundo entre aliados obedientes, concorrentes a serem contidos e adversários a serem punidos. Em lugar da disciplina imposta por sanções ou intervenções, o Brics propõe negociação entre Estados soberanos.

O avanço do grupo demonstra que muitos países não aceitam mais escolher entre isolamento e submissão. Eles procuram diversificar parceiros, ampliar sua autonomia e participar da elaboração das regras que afetam suas economias, seus recursos naturais e suas populações.

A expansão, no entanto, também cobra um preço. Quanto maior e mais heterogêneo o Brics, mais difícil será construir decisões comuns. A resposta não pode ser abandonar a diversidade, mas criar instituições capazes de transformá-la em ação coordenada.

Governança mundial em disputa

A Declaração de Nova Déli não pede concessões marginais. Ela questiona a própria distribuição do poder mundial. O documento defende um sistema multilateral mais representativo e reivindica maior participação das economias emergentes e dos países em desenvolvimento nos organismos internacionais.

A estrutura atual ainda carrega as marcas do equilíbrio de forças estabelecido depois da Segunda Guerra Mundial. Desde então, o centro da produção, do comércio e do crescimento econômico deslocou-se progressivamente, mas o comando das instituições permaneceu concentrado.

O Conselho de Segurança da ONU é o exemplo mais evidente dessa distorção. África e América Latina continuam sem representação permanente, enquanto países com enorme peso populacional e econômico permanecem afastados do núcleo decisório.

A declaração defende a ampliação da presença africana, asiática, latino-americana e caribenha nas estruturas das Nações Unidas. China e Rússia voltaram a apoiar as aspirações de Brasil e Índia por um papel mais relevante na organização, inclusive no Conselho de Segurança.

A reivindicação não se limita à distribuição de assentos. O Brics exige mudanças na ocupação dos cargos de direção, na composição dos secretariados e nos processos de escolha dos dirigentes. Não é razoável defender instituições universais enquanto seu controle permanece monopolizado por um número reduzido de países.

FMI e Banco Mundial sustentam uma hierarquia ultrapassada

O mesmo desequilíbrio aparece no FMI e no Banco Mundial. Embora as economias emergentes tenham ampliado sua participação na produção mundial, o poder de voto nessas instituições ainda favorece os países que comandavam a economia internacional quando elas foram criadas.

Essa estrutura permite que as antigas potências apresentem seus interesses nacionais como se fossem decisões universais. Também ajuda a perpetuar políticas de austeridade, condicionalidades financeiras e modelos de desenvolvimento elaborados longe das realidades sociais dos países que recebem os recursos.

A Declaração de Nova Déli cobra uma redistribuição das cotas do FMI, maior representação das economias emergentes e processos mais transparentes para a escolha das direções do Fundo e do Banco Mundial.

A disputa é essencialmente política. Quem controla o crédito internacional possui enorme poder sobre investimentos, infraestrutura, políticas sociais e estratégias nacionais. Democratizar essas instituições significa reduzir a capacidade de interferência das potências que historicamente utilizaram o financiamento como instrumento de pressão.

Protecionismo ocidental perde o verniz liberal

O Brics reivindica um sistema comercial aberto, previsível e baseado em regras consensuais, ao mesmo tempo que denuncia o crescimento de tarifas, barreiras não tarifárias e medidas protecionistas.

Há uma contradição cada vez mais visível no discurso das potências ocidentais. Durante décadas, elas exigiram abertura irrestrita dos mercados alheios, privatizações e redução da presença estatal. Agora que enfrentam a ascensão industrial e tecnológica do Sul Global, recorrem ao protecionismo, aos subsídios e às restrições comerciais.

O chamado “livre mercado” revela, assim, seu caráter seletivo. Ele é celebrado quando favorece as corporações e os interesses estratégicos do centro capitalista, mas relativizado quando países em desenvolvimento conquistam competitividade.

Ao exigir a recuperação do sistema de solução de controvérsias da OMC, o BRICS procura conter a substituição das regras multilaterais pela lei do mais forte. Sem mecanismos de arbitragem, as maiores potências podem impor medidas comerciais e transformar seu mercado interno em arma de coerção.

Sanções transformadas em instrumento imperial

A Declaração de Nova Déli também condena medidas coercitivas unilaterais incompatíveis com o direito internacional, incluindo sanções que não tenham sido aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU.

Essa posição atinge uma das ferramentas centrais do poder imperial contemporâneo. Em vez da ocupação militar direta, governos podem utilizar o controle das moedas, dos sistemas de pagamento, das instituições financeiras e das cadeias tecnológicas para estrangular economias inteiras.

As consequências raramente ficam restritas aos governos atingidos. Bloqueios bancários e comerciais afetam o acesso da população a alimentos, medicamentos, energia, tecnologia e financiamento. A coerção econômica é apresentada como instrumento cirúrgico, mas seus efeitos recaem sobretudo sobre os setores mais vulneráveis.

Ao rejeitar essa prática, o Brics afirma que nenhum país deve ter autoridade para impor sozinho punições com alcance extraterritorial. O direito internacional não pode continuar submetido às decisões domésticas das potências que controlam o sistema financeiro.

Paz sem hegemonia e segurança sem tutela

A cúpula ocorre em um mundo marcado por guerras, militarização e aumento das tensões geopolíticas. A declaração defende a prevenção de conflitos, a mediação e soluções políticas baseadas na Carta da ONU.

Essa posição contraria a lógica de blocos militares e intervenções que marcou as últimas décadas. Em nome da democracia, dos direitos humanos ou da segurança, países foram invadidos, governos foram derrubados e sociedades inteiras foram lançadas no caos.

O Brics não dispõe de uma posição uniforme sobre todas as crises, mas pode construir um princípio comum: a paz não será alcançada pela imposição unilateral de uma potência sobre os demais países.

A segurança internacional precisa considerar as preocupações legítimas de todos os Estados nacionais. Quando alianças militares se expandem, sanções substituem negociações e ameaças ocupam o lugar da diplomacia, a instabilidade deixa de ser uma exceção e passa a organizar o sistema mundial.

Ao defender a centralidade da ONU, o bloco não propõe destruir o multilateralismo, mas libertá-lo da captura pelos países que se acostumaram a agir como proprietários da ordem internacional.

Novo Banco de Desenvolvimento rompe o monopólio financeiro

O Novo Banco de Desenvolvimento é a demonstração mais concreta de que o Brics pode ir além das declarações. Criado em 2015, o NDB financia infraestrutura e desenvolvimento sustentável em economias emergentes.

Segundo os dados oficiais da instituição, o banco já aprovou US$ 42,9 bilhões para 139 projetos. Os recursos atendem áreas como transportes, energia limpa, saneamento, abastecimento de água, infraestrutura social, proteção ambiental e conectividade digital.

O volume ainda é pequeno diante das necessidades do Sul Global, mas sua importância estratégica supera os números. O NDB prova que os países em desenvolvimento podem criar instituições financeiras próprias, definir prioridades e financiar projetos sem depender exclusivamente do Banco Mundial ou dos mercados controlados pelo eixo financeiro ocidental.

A declaração recomenda a ampliação da capacidade do banco, a diversificação de suas fontes e o crescimento das operações em moedas locais. Também apoia a entrada de novos integrantes e o fortalecimento de sua estrutura institucional.

Para se consolidar como alternativa real, o NDB precisará ganhar escala, acelerar desembolsos e financiar projetos capazes de promover industrialização e integração regional. Não basta construir infraestrutura destinada a exportar matérias-primas. O objetivo deve ser elevar a capacidade tecnológica e produtiva dos países financiados.

Moedas locais reduzem a vulnerabilidade externa

A cooperação monetária talvez seja o terreno em que a disputa pela autonomia aparece com maior nitidez. A declaração registra avanços nos estudos sobre pagamentos transfronteiriços, interoperabilidade entre sistemas nacionais e uso de moedas locais no comércio e nos investimentos.

O Brics não anunciou uma moeda comum nem estabeleceu um modelo obrigatório. A estratégia é mais gradual e, por isso, mais realista: criar alternativas que reduzam custos, facilitem transações e diminuam a dependência de uma única moeda e de infraestruturas controladas fora do bloco.

O domínio do dólar não resulta apenas da eficiência dos mercados norte-americanos. Ele oferece aos Estados Unidos capacidade extraordinária de monitorar pagamentos, bloquear ativos e excluir países ou empresas dos principais circuitos financeiros.

Ampliar o uso das moedas locais não significa decretar o desaparecimento do dólar. Significa impedir que uma moeda nacional continue sendo empregada como mecanismo universal de pressão política.

O sucesso dessa agenda dependerá da construção de sistemas seguros, baratos e transparentes. Também exigirá acordos sobre liquidez, volatilidade cambial, conversibilidade, compensação financeira e supervisão regulatória.

Cadeias produtivas contra a dependência colonial

O BRICS reúne grandes produtores de alimentos, petróleo, gás, fertilizantes, minerais críticos e energia renovável. Também possui mercados consumidores, centros industriais e polos tecnológicos de escala global.

Essa complementaridade oferece condições para construir cadeias produtivas menos vulneráveis às decisões das potências ocidentais. Crises sanitárias, conflitos, bloqueios e guerras comerciais mostraram o risco de concentrar insumos estratégicos em poucos fornecedores ou rotas.

A declaração defende cadeias resilientes, diversificadas e sustentáveis. No caso dos minerais críticos, exige respeito à soberania dos países produtores, agregação de valor e distribuição dos benefícios econômicos.

Esse ponto é fundamental. A cooperação Sul-Sul perderá sua razão de ser se reproduzir o velho modelo colonial, no qual alguns territórios fornecem recursos naturais baratos e outros concentram tecnologia, indústria e riqueza.

A maturidade do BRICS será medida por sua capacidade de promover processamento local, transferência tecnológica, empregos qualificados e integração industrial. Recursos naturais precisam financiar soberania produtiva, não uma nova rodada de dependência exportadora.

Inteligência artificial é uma disputa por soberania

A inteligência artificial já ocupa o centro da competição econômica e geopolítica. Quem controla os semicondutores, os dados, a capacidade computacional, os sistemas de nuvem e os modelos avançados acumula poder sobre comunicações, indústria, defesa, educação e informação.

A Declaração de Nova Déli reconhece o potencial da IA para o desenvolvimento, mas sustenta que seus benefícios precisam alcançar também os países do Sul Global. O documento defende segurança, confiabilidade, inclusão e cooperação internacional.

O problema não será resolvido apenas com códigos éticos definidos pelas empresas que dominam o setor. Sem infraestrutura própria, financiamento e formação científica, os países em desenvolvimento continuarão como consumidores de sistemas concebidos no exterior.

O BRICS pode reagir por meio de centros conjuntos de pesquisa, compartilhamento de capacidade computacional, formação de profissionais e desenvolvimento de modelos adaptados aos idiomas e às culturas de seus membros.

Também pode disputar a formulação das regras internacionais. Se não ocupar esse espaço, o Sul Global receberá padrões prontos, estabelecidos pelos mesmos centros de poder que já controlam as grandes plataformas digitais.

Segurança alimentar e transição ecológica justa

Os países do Brics estão entre os principais produtores e consumidores de alimentos do planeta. Isso lhes dá condições de atuar contra a fome, a volatilidade dos preços e a concentração das cadeias agroalimentares.

A cooperação pode abranger pesquisa, irrigação, fertilizantes, estoques estratégicos, adaptação climática e apoio à agricultura familiar. Também pode reduzir a dependência de empresas transnacionais que controlam sementes, insumos, logística e comercialização.

Na área ambiental, o bloco enfrenta a tarefa de combinar redução de emissões, segurança energética e direito ao desenvolvimento. Os países ricos construíram sua prosperidade durante séculos de exploração intensiva dos recursos naturais e agora tentam transferir parte desproporcional dos custos da transição às economias emergentes.

Uma política climática justa precisa reconhecer responsabilidades históricas, oferecer financiamento e garantir acesso às tecnologias limpas. Caso contrário, o discurso ambiental poderá ser convertido em nova barreira contra a industrialização do Sul Global.

A década da execução

O Brics alcançou tamanho suficiente para ser ouvido, mas ainda precisa demonstrar capacidade de execução. Seu futuro não será decidido pela quantidade de declarações, e sim pelo impacto dos projetos que conseguir implementar.

A Estratégia para a Parceria Econômica do BRICS 2030 pode representar essa passagem. Ela deverá orientar iniciativas em comércio, investimentos, inovação, pagamentos, indústria e infraestrutura. Para funcionar, precisará estabelecer prioridades, metas, fontes de financiamento e mecanismos de acompanhamento.

O bloco também terá de evitar que suas cúpulas sejam capturadas pela burocracia. Centenas de reuniões só terão sentido se resultarem em novas linhas de crédito, corredores logísticos, projetos industriais, intercâmbio científico e melhores condições de vida.

A decisão por consenso protege a soberania dos integrantes, mas pode paralisar iniciativas. Uma alternativa é permitir que grupos de países avancem em projetos específicos, sem obrigar todos os membros a aderir imediatamente.

Uma nova correlação de forças está em construção

A primeira conclusão geopolítica é incontornável: o centro de gravidade do mundo está se deslocando. As potências imperialistas ocidentais ainda mantêm superioridade militar, financeira e institucional, mas já não possuem a capacidade de organizar sozinhas a economia mundial. O crescimento do BRICS é uma manifestação dessa mudança e, ao mesmo tempo, uma força capaz de acelerá-la.

A iniciativa de governança global defendida pelo grupo não deve ser reduzida a uma disputa protocolar por cargos. Trata-se de impedir que os países responsáveis por grande parte da população e da produção mundial continuem submetidos a instituições controladas por uma minoria. Reformar a ONU, o FMI, o Banco Mundial e a OMC significa disputar quem escreve as regras, quem distribui os recursos e quem decide quais interesses serão tratados como universais.

No campo econômico, o Brics pode construir uma arquitetura de resistência às pressões imperiais. Moedas locais, sistemas próprios de pagamento, garantias multilaterais, financiamento do NDB e cadeias produtivas integradas não formarão uma ruptura instantânea, mas poderão reduzir gradualmente a capacidade de chantagem associada ao controle ocidental das finanças globais.

Aos 20 anos, o bloco atravessa a fronteira entre influência e poder. Se transformar sua dimensão econômica em capacidade financeira, tecnológica e institucional, poderá oferecer aos países em desenvolvimento algo que a velha ordem sempre lhes negou: o direito de participar do sistema mundial sem abrir mão da soberania. A cúpula de Nova Déli mostra que o Sul Global não aceita mais pedir licença para existir como força política. Agora, seu desafio é construir os instrumentos necessários para mudar efetivamente a história.

A próxima cúpula, em 2027 sob a Presidência chinesa, dará passos ainda mais audaciosos e acelerados para a consolidação do Brics como força decisiva do mundo multipolar. 

Artigo Anterior

Empresa de Flávio divide endereço com firmas do “Careca do INSS”, segundo site

Próximo Artigo

Paraguaia é atraída por emprego no Brasil e mantida como escrava sexual no PR

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!