Paraguaia é atraída por emprego no Brasil e mantida como escrava sexual no PR

Paraguaia resgatada pela polícia. Reprodução

Uma jovem paraguaia de 20 anos foi resgatada em Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Paraná, após ser atraída ao Brasil com uma promessa de trabalho e mantida contra a vontade em um prostíbulo. Ela relatou ter sofrido exploração sexual e permanecido em cárcere privado por dois dias.

A ação ocorreu na quarta-feira (9) e reuniu a Polícia Federal, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Paraná e a Polícia Militar do Paraná. A polícia do Paraguai alertou as autoridades brasileiras sobre a possível localização da vítima.

Antes de desaparecer, a jovem informou à mãe que havia conseguido trabalho em um condomínio em Hernandarias, no Paraguai. Durante o deslocamento, porém, ela teria sido enganada e levada a outro destino, já em território brasileiro.

As autoridades paraguaias receberam a informação de que a jovem estava sob coação e em situação de exploração sexual. A comunicação entre as polícias dos dois países permitiu organizar a operação de resgate no município paranaense.

Entrada de Marechal Cândido Rondon. Foto: reprodução

Polícia Federal apura tráfico internacional de pessoas

Após o resgate, os agentes levaram a jovem à Delegacia da Polícia Federal em Guaíra, também no Oeste do Paraná. Ela recebeu atendimento e prestou informações que devem auxiliar a identificação dos responsáveis.

Mais tarde, a vítima retornou ao Paraguai, onde agentes a entregaram à mãe. A Polícia Nacional do Paraguai divulgou uma imagem do reencontro após a conclusão dos procedimentos de repatriação.

A Polícia Federal investiga se o crime configura tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual. Os investigadores ainda apuram como a jovem foi levada ao Brasil e quem participou do aliciamento e da manutenção do cárcere.

As informações reunidas no caso seguiram para autoridades paraguaias que investigam tráfico de pessoas e exploração sexual. As apurações também buscam esclarecer a dinâmica das violências relatadas pela vítima.

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