Mendonça autorizou PF a mapear ligações e localização de Jaques Wagner

Senador Jaques Wagner, do PT da Bahia
O senador Jaques Wagner (PT-BA). Foto: Reprodução

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou em 17 de junho de 2026 a coleta de dados telefônicos do senador Jaques Wagner (PT-BA) na investigação da Polícia Federal sobre o caso Master. A medida consta de relatório da PF que se tornou público nesta sexta-feira (11). Com informações de cnnbrasil.com.br.

A autorização não permitiu acesso ao conteúdo de ligações, mensagens ou comunicações telemáticas do ex-líder do governo no Senado. A decisão abrangeu metadados, registros técnicos, localização por antenas, identificação de aparelhos, chamadas, SMS sem conteúdo e dados de conexão.

A PF afirmou que Jaques Wagner mantinha relação próxima com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Para os investigadores, havia um “alto grau de confiança pessoal” entre os dois, capaz de criar condições para tratativas reservadas de interesse do Master.

O relatório atribui ao senador o recebimento de vantagens econômicas indevidas, de forma direta ou indireta, pelo banco liquidado de Vorcaro. A investigação ainda apura a dimensão e a origem desses possíveis benefícios.

André Mendonça
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Gustavo Moreno/STF

PF cita apartamento, pagamentos e atuação no Legislativo

Ao analisar a relação de Wagner com os ex-banqueiros, a Polícia Federal identificou a compra de um apartamento em Salvador em favor do parlamentar. O documento também menciona pagamentos e repasses sob apuração.

Os investigadores apontaram indícios de atuação do senador em temas de interesse do Master no Legislativo. O relatório não informa, no trecho divulgado, quais propostas ou medidas legislativas estariam relacionadas a essa suspeita.

Mendonça também autorizou a coleta de dados telefônicos de Augusto Ferreira Lima e de outros investigados no caso. A medida reuniu informações técnicas para permitir à PF mapear contatos e conexões entre os alvos.

O presidente do STF, Edson Fachin, determinou a retirada do sigilo dos documentos do caso Master, e Mendonça liberou os materiais sob sua competência. O relatório que cita Jaques Wagner passou a integrar os documentos acessíveis sobre a investigação.

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