Nesta semana, a campanha do presidente Lula (PT) lançou uma plataforma para rebater as afirmações falaciosas de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o preço dos alimentos e a situação econômica do país.
Nesta sexta-feira (11), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou deflação de -0,32% em agosto e confirma o alívio para o bolso dos brasileiros.
A queda superou as expectativas do mercado financeiro, que estimava recuo de -0,28%, segundo a Bloomberg.
O IPCA, utilizado para medir a inflação oficial do país, registrou em agosto uma queda de 0,39 ponto percentual em relação aos 0,07% registrados em julho. No ano, o IPCA acumula 3,11% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,22%.
A deflação de -0,32% é a maior em quatro anos. Em agosto de 2022, o índice havia registrado -0,36%. Com o resultado atual, a inflação ficou pelo segundo mês seguido abaixo do teto de 4,5% da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
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O resultado ainda confirma o cenário de desaceleração dos preços sob o governo Lula nos últimos meses, pois o índice havia marcado alta de 0,16% em junho e 0,07% em julho, até chegar agora à deflação.
A queda nos preços foi puxada pelo grupo Habitação (-1,87%), com recuo também em Transportes (-0,86%), Comunicação (-0,09%) e Alimentação e bebidas (-0,34%).
Confira a variação dos preços nos nove grupos pesquisados:
- Alimentação e bebidas: -0,34%;
- Habitação: -1,87%;
- Artigos de residência: 0,64%;
- Vestuário: 0,12%;
- Transportes: -0,86%;
- Saúde e cuidados pessoais: 0,23%;
- Despesas pessoais: 1,30%;
- Educação: 0,47%;
- Comunicação: -0,09%.
Redução nos preços
A queda de -7,63% na energia elétrica residencial foi o principal fator para a redução dos preços no grupo Habitação em agosto. O resultado, influenciado pela aplicação do Bônus de Itaipu nas faturas, levou o grupo à menor variação para um mês de agosto desde o Plano Real (1994), segundo o IBGE.
O bônus representa a devolução aos consumidores de recursos excedentes da operação da usina e reduz os valores das contas de luz.
Os grupos de Transportes e Alimentação e bebidas também registraram queda de preços em agosto e contribuíram para a deflação do índice.
Em Transportes, a retração foi de -0,86%, influenciada principalmente pela redução de -13,17% nas passagens aéreas e de -0,91% nos combustíveis. O etanol caiu -3,95%, o óleo diesel, -0,80%, e a gasolina, -0,59%. O transporte por aplicativo também ficou mais barato, com queda de -4,57%.
Em Alimentação e bebidas, os preços recuaram -0,34%, puxados pela alimentação no domicílio, que ficou -0,61% mais barata. Entre os principais destaques estão a batata-inglesa (-19,89%), a cenoura (-11,22%), a cebola (-11,07%), o tomate (-10,94%), o ovo de galinha (-4,15%) e o café moído (-1,86%).