
O ator John Malkovich cancelou a apresentação de “The Music Critic” prevista para abril de 2027 em Tel Aviv, Israel, após uma empresa de relações públicas divulgar uma declaração política em nome dele sem autorização. O artista afirmou que só soube do texto depois que ele já havia sido publicado na imprensa. Com informações de rollingstone.com.br.
Malkovich subiria ao palco em 13 de abril, no Charles Bronfman Auditorium, com o espetáculo teatral e musical satírico criado pelo violinista e compositor Aleksey Igudesman. A montagem marcaria o retorno do ator ao país.
Um comunicado divulgado em 5 de setembro dizia que Malkovich estava “entusiasmado em retornar a Israel” e que tinha “forte proximidade e solidariedade” com o público israelense. O The Jerusalem Post reproduziu o conteúdo, que depois chegou ao The Hollywood Reporter.
O ator negou ter feito as declarações. “Uma empresa de relações públicas contratada pelo produtor israelense elaborou uma declaração para o artigo que foi atribuída a mim, embora eu nunca tenha feito as afirmações que foram citadas, nem tenha sido consultado antes de serem publicadas”, afirmou ao The Hollywood Reporter.

Ator rejeitou uso de seu nome em declaração política
Malkovich disse que o conteúdo não refletia suas posições. “Eu não pronunciei essas frases, e elas certamente não foram aprovadas por mim, nem refletem meus sentimentos”, declarou.
Ao anunciar a desistência, o ator classificou a divulgação como insustentável. “O fato de terem sido publicadas como citações diretas minhas é inaceitável e insustentável. Por essa razão, decidi que não posso participar da apresentação em Tel Aviv”, afirmou.
Ele também separou sua atuação artística de qualquer apoio a governos ou políticas nacionais. “Minha aparição em qualquer país, até mesmo no meu próprio, não constitui aprovação das políticas desse país, de suas ações ou de seus líderes eleitos ou não eleitos”, disse.
O ator acrescentou que participações profissionais não devem ser entendidas como solidariedade política nem como apoio “à morte de inocentes, a atos de terrorismo ou a qualquer outro tipo de barbárie”.
A empresa israelense encarregada de divulgar o espetáculo publicou uma retratação e reconheceu o erro. Em nota, afirmou que Malkovich não fez, forneceu, autorizou ou aprovou a declaração, e pediu desculpas ao ator e a seus representantes.
O The Jerusalem Post retirou a fala de sua publicação e informou em nota editorial que a atribuição era falsa. O produtor israelense Alon Yurick tratou o episódio como um mal-entendido e também pediu desculpas.