
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) aparece em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) citado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), na decisão que autorizou a Operação Make Up. O documento registrou R$ 3,4 milhões em movimentações consideradas atípicas em um intervalo de um ano.
O período analisado vai de maio de 2025 a maio de 2026. Desse total, o Coaf apontou R$ 1,7 milhão em créditos e outros R$ 1,7 milhão em débitos vinculados à parlamentar.
O nome de Bia Kicis surgiu no intercâmbio de informações financeiras por causa de uma transferência pontual de R$ 500 recebida do deputado federal Mário Frias (PL-SP), que figura entre os alvos da investigação.
A decisão de Dino ressalta que a deputada não era foco do pedido de informações ao Coaf. O relatório incluiu a operação entre Frias e Kicis por registrar transação com um investigado.

A Operação Make Up investiga suspeitas de desvio de recursos públicos destinados à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade ligada à produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).
Bia Kicis indicou uma emenda parlamentar de R$ 150 mil para a ANC, presidida por Karina Ferreira da Gama, dona da produtora. A emenda não teve execução financeira, e a organização não recebeu recursos desse repasse.
Como deputada federal, Kicis recebe salário de R$ 46.366,19. Na declaração patrimonial entregue à Justiça Eleitoral neste ano, ela informou possuir um imóvel no Lago Sul avaliado em R$ 1,2 milhão.
A declaração também registrou R$ 100 mil em depósitos bancários. A investigação conduzida pela Operação Make Up segue voltada aos recursos destinados à entidade ligada à produção de “Dark Horse”.