Entidade de evangélicos pressiona Mendonça por transparência no caso Master

André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal
André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal. Foto: Reprodução

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito divulgou nesta quinta-feira (10) uma carta aberta ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), e cobrou a abertura de documentos, mensagens, decisões e vínculos identificados na investigação.

O movimento defende que os dados se tornem públicos desde que a divulgação não comprometa diligências em andamento. A carta pede transparência sobre os elementos reunidos no processo em meio às disputas em torno do caso na Corte.

O texto trata Mendonça como ministro do STF e também como “irmão na fé em Jesus Cristo”. A organização reúne integrantes de diferentes tradições evangélicas e lembra que o magistrado é pastor presbiteriano.

A Frente afirma que a identidade religiosa exposta publicamente pelo ministro exige compromisso maior com a verdade, a imparcialidade e a aplicação dos mesmos critérios a todos os envolvidos, sem distinção por alianças políticas, posições institucionais ou vínculos religiosos.

Publicada também no perfil da Frente no Instagram, a carta critica a divulgação fragmentada de informações durante o período eleitoral. O documento sustenta que a verdade não pode ser seletiva nem usada como ferramenta política.

“Não pode haver rigor para uns e proteção para outros”, afirma a entidade. A carta cita passagens bíblicas sobre julgamentos justos e condena a adoção de “pesos diferentes e medidas diferentes”.

Na cobrança dirigida a Mendonça, a Frente afirma: “O Brasil precisa saber o que aconteceu. Tudo o que aconteceu”. O pedido inclui a exposição dos vínculos que tenham sido identificados no caso, respeitado o sigilo necessário às investigações ainda em curso.

O Movimento Evangélico Progressista e o Comitê Evangélico Unificado também publicaram uma carta aberta contra o que classificam como banalização de decisões monocráticas no STF. As entidades defendem a autonomia do Poder Executivo, a análise colegiada de temas de impacto nacional pelo plenário e o fim do que chamam de “governo de liminares”.

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