
Um policial militar agrediu uma mulher que protestava contra o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nesta quarta (09), no Grajaú, zona sul da capital. O ato ocorreu em frente a uma agenda de campanha do governador no bairro.
Cerca de 40 pessoas chegaram ao local minutos antes de Tarcísio, com faixas críticas ao governador. Ele visitou o Armazém Solidário, mercado ligado à Prefeitura de São Paulo que vende produtos a preços reduzidos para pessoas inscritas no Cadastro Único.
Policiais militares seguraram o trânsito em frente ao estabelecimento e impediram que um ônibus seguisse viagem. Quando Tarcísio chegou, o veículo ficou entre o grupo e o local da agenda, encobrindo os manifestantes.
Questionado sobre o protesto, Tarcísio ironizou os participantes e os chamou de “voluntários”. Em seguida, afirmou à imprensa: “Busca a ficha criminal de cada um aí que você vai entender”.
PM não respondeu sobre agressão e equipe de campanha filmou manifestantes
A Polícia Militar não respondeu aos questionamentos sobre a agressão até a última atualização do caso. Integrantes à paisana e seguranças da campanha de Tarcísio gravaram e fotografaram os manifestantes durante o ato.
Um policial também puxou o braço de um dos integrantes do grupo. Uma mulher que trabalhava na segurança da campanha se colocou à frente e disse que ele “era da equipe”.
Tarcísio já enfrentou protestos em outras agendas desde o início da campanha. Em Osasco, moradores da região metropolitana organizaram um ato contra a atuação da PM paulista e criticaram as áreas de educação e saúde no primeiro dia de campanha.
O governador também foi alvo de manifestações em São Miguel e Vila Formosa, na zona leste da capital, e em Francisco Morato, onde cancelou uma agenda de última hora. Durante a visita ao Grajaú, Tarcísio prometeu expandir os Armazéns Solidários pelo estado caso conquiste a reeleição, com unidades voltadas a regiões de maior concentração de inscritos no Cadastro Único.