Como Musk ajudou a extrema-direita a voltar ao poder na Alemanha

Ulrich Siegmund, líder da Alternativa para a Alemanha (AfD). Foto: Fabrizio Bensch/Reuters

O líder da Alternativa para a Alemanha (AfD) na Saxônia-Anhalt, Ulrich Siegmund, agradeceu a Elon Musk pelo que chamou de apoio “altamente importante” após a vitória do partido de extrema-direita nas urnas. O resultado marcou a primeira vitória de uma legenda do campo político no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Siegmund escreveu: “Obrigada, Elon Musk, por seu apoio e por sua perspectiva clara e altamente importante dos desenvolvimentos políticos de nosso tempo – inclusive aqui na Alemanha”. A mensagem associou o empresário à campanha que levou a AfD ao comando da região.

O político também convidou o dono do X, da Tesla e da SpaceX a investir na Saxônia-Anhalt. “Se vamos nos responsabilizar aqui, vejo com muitos bons olhos a oportunidade de uma cooperação forte e construtiva. A Alemanha seria novamente um lugar em que vale a pena investir”, afirmou.

Musk havia comentado a celebração de Alice Weidel, porta-voz nacional e cofundadora da AfD, sobre o resultado eleitoral. “Bom trabalho!”, escreveu o bilionário.

Elon Musk faz gesto nazista. Foto: Reprodução

Musk ampliou apoio à AfD desde 2025

O empresário já havia declarado que “apenas o AfD pode salvar a Alemanha” antes das eleições federais de 2025. Naquele período, ele também realizou no X uma conversa ao vivo de 74 minutos com Weidel.

O Washington Post apontou que a projeção de Weidel e do partido nas redes sociais cresceu depois das interações com Musk. O empresário ainda participou virtualmente de um evento de campanha da AfD na Alemanha Oriental.

Musk disse ao público para “seguir em frente” em relação ao nazismo. Ele também assinou um artigo de opinião favorável à AfD no jornal Welt am Sonntag, iniciativa que levou o ex-chanceler alemão Olaf Scholz a acusá-lo de interferência indevida na eleição do país.

Após a votação, Donald Trump celebrou vitória da AfD. Já Kirill Dmitriev, enviado presidencial russo, celebrou o que chamou de “vitória histórica do pragmático AfD”; o partido defende o fim do apoio alemão à Ucrânia e a retirada do status de refugiado de ucranianos que fugiram da guerra.

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